É muito recente a história do turismo no Brasil. As primeiras escolas surgiram no País há apenas 20 anos, formando mão-de-obra no setor. A presença de um turista na Cidade interfere em vários setores da economia. O professor e coordenador do curso de Guia de Turismo, Eduardo Fernandes Costa, ressalta que Londrina pode incrementar o turismo de saúde, pois é um centro de medicina avançado, além do turismo de eventos. Cada turista deste setor gasta em média R$ 75,00 ao dia.
Em função das faculdades que a cidade oferece, a área de educação absorve um número grande de visitantes. Segundo Eduardo, há que se investir nesses setores, pois Londrina não possui pontos naturais para atrair turistas.
‘‘O turista vem para um congresso e a Cidade não oferece lazer’’, observa Eduardo. Ele constata que, no momento, há um esforço do município no sentido de ofertar melhores condições de infra-estrutura no setor. ‘‘É nesta perspectiva de investimento que o papel da escola é fundamental’’, argumenta.
Ramom Nóbile, proprietário de uma agência de turismo em Londrina, observa que a prefeitura deveria investir ainda mais nesta indústria, para absorver a mão-de-obra local que está sendo formada. ‘‘Um guia de turismo não vai passear. Ele é condutor, conselheiro, amigo. Se o guia é alegre, o grupo também é. Se ele é sério, o grupo também’’, ensina.
O guia de turismo Paulo Luciano Elero ressalta que é preciso que Londrina crie mais eventos na área. ‘‘A Cidade precisa ser melhor vendida, ter investimentos em infra-estrutura’’, diz. Para justificar essa opinião, é só constatar que não há cartões postais de qualidade e folders atualizados que mostrem o potencial e a beleza de Londrina.

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