Casado, 36 anos, pai de duas filhas e com a mulher grávida do terceiro pimpolho. Era nessa situação, em 2013, que se encontrava o gerente regional Rafael Peretti quando ele embarcou para os Estados Unidos para um curso intensivo de inglês. "Trabalho em uma empresa americana (IBM). No processo de seleção tive um teste escrito e uma entrevista em inglês, idioma que hoje em dia não é mais um diferencial no currículo, é um pré-requisito", explica. "Mas só lá (nos EUA) que fui perceber que o meu inglês que eu achava que era bom, não era tão bom assim."

E foi justamente para ter mais segurança com o idioma que deixou a família no Brasil e rumou para Boston para o intercâmbio. "Juntei o que eu tinha e o que não tinha, parcelei em 10 vezes e fui com a cara e a coragem usando os meus 30 dias de férias. Sabia que a empresa não ia bancar", lembra Peretti, que já vem colhendo os resultados da aposta. "Voltei para os Estados Unidos outras duas vezes desde então acompanhando clientes, da última vez fiquei dez dias em Las Vegas. Também ganhei de presente do meu chefe um curso de estratégias financeiras da Universidade de Columbia", conta.

Durante as quatro semanas que esteve em Boston, Peretti foi além dos tradicionais horários de cursos matutinos e vespertinos, participando também de aulas noturnas. "O curso mesmo era de manhã e à tarde, mas havia essas aulas à noite em que fui voluntário de professores em treinamento", lembra. "Não quis ir para uma cidade turística como Miami ou Orlando. Mesmo com muitos brasileiros em Boston, fiz um pacto de que não falaria português por lá."

"Indescritível mesmo foi ter estudado no campus de Harvard, a escola mais famosa do mundo. Durante 30 dias vivi o mesmo ambiente dos alunos, mesmo refeitório", explica Peretti, que optou por se hospedar na casa de uma nativa. "Poderia ter ficado em um hotel, mas quis vivenciar a cultura deles."

O gerente regional passou até por uma situação que poucos norte-americanos viveram. Ele estava a poucas quadras do atentado a bomba à Maratona de Boston. "Liguei para minha esposa mesmo sem saber direito o que tinha acontecido para ela saber que eu estava bem", lembra Peretti, que passou dois dias sem poder sair de casa, como todos os moradores da cidade.

"Minha mãe me falava para fazer um daqueles intercâmbios de um ano fora do País, mas nunca quis", conta o gerente regional. Depois de sua experiência, Peretti não tem dúvidas de que vai ser mais incisivo com os três filhos sobre estudar no exterior. "Planejo fazer um novo curso de 20 dias em Nova York, mas dessa vez irei com a família inteira", avisa.

Imagem ilustrativa da imagem INTERCÂMBIOS - Desbravando horizontes
| Foto: Foto: Anderson Coelho
Funcionário de uma empresa americana, Rafael Peretti fez um curso intensivo nos Estados Unidos: "Inglês hoje não é diferencial no currículo, é um pré-requisito"
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