Integre a criança no que está fazendo
Segundo Paula Cordeiro, psicóloga analista do comportamento, a birra é uma tentativa de ganhar algo no grito, por envergonhar o outro e segundo esse ponto de vista acontece em várias idades. Entretanto, esse comportamento é aprendido e assim pode ser evitado pelos pais.
"A criança não sabe que vai gritar e ganhar, ela responde a algo que fez uma vez e deu certo. O choro é uma manifestação natural, de que ela quer ou necessita de alguma coisa. Temos que avaliar em que momento ela faz birra, por quê? É por causa de um chocolate? Talvez a birra é apenas porque está cansada de ficar naquele local, que nem sempre é o adequado para ela", aponta.
A psicóloga lembra que muitas vezes os pais acreditam que o filho tem que se comportar como um adulto, o que gera problemas. Logo, não faz sentido levar a criança em uma loja de brinquedos se ela não pode comprar nada ou ficar até tarde em um casamento ou bar quando ela está acostumada a dormir cedo.
Paula explica que mais ou menos a partir de 1 ano e meio a criança já começa a entender algumas coisas, desde que explicadas na linguagem dela. Os pais devem então estabelecer regras e combinar como será o passeio, procurando integrar o filho no que irá acontecer.
"No mercado, por exemplo, os pais podem pedir para a criança ajudar pegando alguns itens da lista de compras. Se ela não puder comprar nada da sua escolha, combine antes. Mas não se foque no que a criança não pode fazer, dê alternativas ao que ela pode. Permita que ela decida qual o tipo de cereal que quer comer."
Mesmo com tudo combinado, se o pequeno resolver fazer birra, a orientação é ser firme e lembrar do que foi combinado. "Se a criança pediu uma vez, diga não e saia do lugar. Se ela começar a chorar, se abaixe, lembre as regras novamente e deixe chorar. Quanto mais alimentar (a birra), pior vai ser. Se ela se jogar no chão, saia de perto, mas a mantenha sob observação", orienta.
A psicóloga ressalta que se uma regra for estabelecida, deve ser cumprida, portanto só prometa o que for conseguir cumprir. E outro item fundamental é que os pais e familiares estejam em sintonia, ou seja, falem sempre a mesma coisa. (E.G)





