Inglês para todos
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sexta-feira, 28 de janeiro de 2005
Karala Matida<br> Reportagem Local 
A palavra customização, quem diria, já ultrapassou as fronteiras fashion para ser usada também nos mais diversos setores. Até mesmo no ensino de idiomas. Segundo a professora Gigi Filgueiras, mestre em língua inglesa, há uma tendência pelo customizado nas escolas de inglês.
Assim como na moda, em que customizar significa dar um toque especial e personalizado à roupa, nas escolas, o ensino customizado vai além dos livros para produzir material extra de acordo com as turmas, os alunos e as faixas etárias. Às vésperas da volta às aultas, não há como negar que a escolha de uma escola de idiomas para os filhos está entre as prioridades dos pais. O mundo é competitivo e os pais querem preparar os filhos, lembra Gigi, do College Language Center.
O alerta, que a professora faz questão de frisar, é ter muito zelo na escolha da escola e procurar conhecer o programa de resultados. Os pais têm que saber o que querem para os filhos, que resultados buscam a curto, médio ou longo prazo, explica. Pais que falam inglês, por exemplo, também podem ajudar os filhos em casa, aumentando o tempo de exposição, completa.
Até pouco tempo atrás, principalmente antes da customização, uma das grandes reclamações dos pais era de que seus filhos iam às aulas, mas não tinham a fluência no idioma, apesar de ter a gramática na ponta da língua. Quem é que nunca ouviu isso, que atire a primeira pedra. O diagnóstico? Para Gigi Filgueiras, um dos problemas é quando os pais colocam os filhos em escolas de inglês apenas por status.
Outra questão é a não preocupação com a metodologia usada no ensino. As aulas têm que ir num crescente, levando em conta o estado cognitivo dos alunos, explica. Para a professora não há uma idade ideal para se iniciar os estudos de uma língua estrangeira, mas avisa que o cérebro muda quando você tem uma segunda língua, explica. Não por acaso, que quem já sabe um outro idioma, além do português, tem mais facilidades em aprender outro e mais outro.
Como hoje ninguém mais duvida que o inglês deixou de ser supérfluo para estar na lista de prioridades, Gigi atenta para o fato das mudanças globais que estão transformando os idiomas russo e o chinês em objetos de estudo a serem considerados para quem pensa num futuro próximo. n


