A palavra customização, quem diria, já ultrapassou as fronteiras fashion para ser usada também nos mais diversos setores. Até mesmo no ensino de idiomas. Segundo a professora Gigi Filgueiras, mestre em língua inglesa, há uma ‘‘tendência pelo customizado’’ nas escolas de inglês.
  Assim como na moda, em que customizar significa dar um toque especial e personalizado à roupa, nas escolas, o ensino customizado vai além dos livros para produzir material extra de acordo com as turmas, os alunos e as faixas etárias. Às vésperas da volta às aultas, não há como negar que a escolha de uma escola de idiomas para os filhos está entre as prioridades dos pais. ‘‘O mundo é competitivo e os pais querem preparar os filhos’’, lembra Gigi, do College Language Center.

  O alerta, que a professora faz questão de frisar, ‘‘é ter muito zelo na escolha da escola e procurar conhecer o programa de resultados. Os pais têm que saber o que querem para os filhos, que resultados buscam a curto, médio ou longo prazo’’, explica. Pais que falam inglês, por exemplo, também podem ajudar os filhos em casa, ‘‘aumentando o tempo de exposição’’, completa.
  Até pouco tempo atrás, principalmente antes da customização, uma das grandes reclamações dos pais era de que seus filhos iam às aulas, mas não tinham a fluência no idioma, apesar de ter a gramática na ponta da língua. Quem é que nunca ouviu isso, que atire a primeira pedra. O diagnóstico? Para Gigi Filgueiras, um dos problemas é quando os pais colocam os filhos em escolas de inglês apenas por status.
  Outra questão é a não preocupação com a metodologia usada no ensino. ‘‘As aulas têm que ir num crescente, levando em conta o estado cognitivo dos alunos’’, explica. Para a professora não há uma idade ideal para se iniciar os estudos de uma língua estrangeira, mas avisa que ‘‘o cérebro muda quando você tem uma segunda língua’’, explica. Não por acaso, que quem já sabe um outro idioma, além do português, tem mais facilidades em aprender outro e mais outro.
  Como hoje ninguém mais duvida que o inglês deixou de ser supérfluo para estar na lista de prioridades, Gigi atenta para o fato das mudanças globais que estão transformando os idiomas russo e o chinês em objetos de estudo a serem considerados para quem pensa num futuro próximo. n

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