Inglês para os pequenos
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quinta-feira, 14 de julho de 2011
Vivian Fukushima<br>Reportagem Local 
A aula começa animada com a "teacher" e suas alunas cantando músicas em inglês. Em seguida, a pergunta: "Como está o "weather" hoje "girls"?". E lá vão as meninas colar as palavras "sunny" e "cold" no mural da sala de aula. "Agora, vamos descobrir o que temos na "mistery bag". Digam "hello" para o "pig". E de que cor ele é?", pergunta a professora. "Pink", respondem, em coro, as garotinhas, com idades entre quatro e cinco anos.
Nessa fase, explica Valéria Gibin, professora de inglês, as crianças aprendem o idioma por meio de brincadeiras. "O método é não traduzir. Eu mostro o objeto e os pequenos aprendem olhando e pegando. Não introduzimos gramática até porque elas ainda não foram alfabetizadas em português".
Valéria afirma também que a aula precisa ser bastante prazerosa, por isso, sempre leva atividades diferentes para a sala de aula. "Como coincidiu de ter só meninas na turma, levei maquiagem e falamos das cores. Elas amaram e se divertiram bastante, além de aprenderem, é claro".
Para Andrea França Zavierucha, proprietária e coordenadora pedagógica da Number One Idiomas, iniciar o estudo de uma língua estrangeira na infância só traz vantagens, como a pronúncia perfeita, por exemplo. Além disso, o estudo da gramática será algo natural, afinal, o contato com a língua já foi feito. "Para um adulto que nunca estudou inglês, por exemplo, chegar na sala de aula e se deparar com verbos e inúmeras palavras pode assustar. Mas para a criança, que desde cedo teve contato com essas palavras, começar a usá-las em frases será algo natural", explica.
Outro benefício é despertar do interesse por outras culturas e idiomas. "As crianças querem saber quais lugares do mundo falam inglês ou porque falamos palavras diferentes. Tudo isso abre novos horizontes", diz.
Quanto as desvantagens, ela afirma que não há, já que as aulas são lúdicas, ou seja, com músicas, brincadeiras e atividades como pinturas, por exemplo. "Para as crianças tudo é brincadeira, mas é claro que há aprendizado", diz. Um equívoco, segundo Andrea, é a ideia de que quanto mais cedo iniciar o estudo de uma outra língua, mais rápido o curso terminará. "Não é esse o objetivo ao colocar uma criança pequena em uma aula de inglês, até porque, com três anos ela não está preparada para iniciar o estudo que uma criança de oito teria. O mais importante, nessa idade, é respeitar a capacidade cognitiva da criança", explica.
Inglês dentro de casa Para a psicóloga Fernanda Bader, mãe da pequena Laís, de quatro anos, o método usado pela escola, com brincadeiras e atividades lúdicas, é essencial para que as crianças absorvam melhor o aprendizado. "Esses dias minha filha estava falando de cores e soltou um "azul, vermelho e yellow". Eu fiquei admirada", conta. Fernanda, que também é mãe de Beatriz, de 14 anos, afirma que o desenvolvimento da adolescente com o idioma também é muito bom, e que quanto mais cedo iniciar o contato com outras línguas, melhor.
Carolina, de seis anos, filha de Andrea Brustz, também já reproduziu em casa o que aprendeu nas aulas de línguas. "Eu procurei a escola para matricular meus dois filhos mais velhos, mas assim que Carolina assistiu a uma aula, adorou e quis estudar também. Ela ama vir para a escola. Há poucos dias, fiquei surpresa quando a ouvi dizendo "Está chovendo, pega sua umbrella", conta a mãe.






