Inglês muito além da escola
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sexta-feira, 24 de janeiro de 2014
Vinícius Fonseca<br>Reportagem Local 
O domínio de outro idioma, sobretudo o inglês, é uma exigência no mundo atual. Embora a língua faça parte, há tempos, da grade curricular das escolas convencionais, procurar instituições voltadas exclusivamente para o ensino de línguas pode fazer a diferença, além de ser um reforço importante para o aprendizado.
A dúvida para muitos pais, entretanto, é sobre o momento certo para matricular o filho em uma escola de línguas e se o investimento vai valer a pena. Especialistas no ensino de idiomas defendem que os interessados em contratar o serviço devem conhecer escolas e avaliar as metodologias utilizadas antes de efetuar a matrícula.
Entre as vantagens das especializadas está o número reduzido de alunos por professor, o que permite um acompanhamento individualizado indo de encontro com as necessidades de cada estudante. Há também atividades que vão além da sala de aula, tornando o método mais atraente.
Outro diferencial das escolas especializadas é a hora aula. De acordo com o diretor executivo do Instituto Cultural Brasil-Estados Unidos, Ely Torresin, estudos comprovam que a melhor forma de desenvolver fluência é o contato frequente com o idioma. "Aqui o aluno chega a ter entre 40 e 50 horas de aula no semestre. Esse contato frequente faz diferença", defende.
A diretora da Number One, Andréa França Zavierucha afirma ainda que as aulas procuram trabalhar o ler, o escrever, o ouvir e o falar em inglês. "Na escola regular há uma preocupação maior com a parte gramatical. Por cuidar de muitos alunos, o professor também não tem muito tempo para dar atenção individual", avalia.
Para estudantes com até 10 anos, disciplinas vistas na escola, como matemática, por exemplo, podem ser traduzidas para o inglês, assim ele tem a possibilidade de se familiarizar com a matéria no idioma que está estudando, complementa Andréa.
Quanto à idade ideal para o início do aprendizado, a diretora defende que esse contato deve acontecer o mais cedo possível. Isso dará à criança um melhor domínio e fluência na língua enquanto ela se desenvolve. "É preciso respeitar o desenvolvimento cognitivo da criança, mas assim que ela tiver condições de ter contato com a língua o seu ensino já é indicado", diz.
Seguindo a mesma linha de raciocínio, o diretor e professor da Fisk Londrina, Manoel Ferreira da Silva lembra que é fundamental fazer com que a criança aprecie o idioma, por isso as aulas precisam ser lúdicas. "Aqui procuramos inserir músicas, pintura e outras atividades", diz.
Silva orienta os pais a não esperarem por grandes resultados imediatamente. Conforme ele, o ensino do inglês é um projeto de médio a longo prazo. "No início, talvez a criança não demostre o conhecimento que está adquirindo, mas com o tempo ela acabará se soltando. Os pais devem ter paciência e saber que o investimento compensa", garante.
Ely Torresin destaca que o inglês pode ser aprendido em qualquer idade. Tudo depende da metodologia aplicada. Ele reforça que o primeiro contato com outra língua deve ocorrer tão logo o estudante tenha certo domínio do português. A diferença é perceptível entre o aluno que entrou mais cedo na escola daquele que entrou mais tarde: "Não desenvolve sotaque e tem muito mais fluência".



