Inglês como opção
Gabriel Ayub Lopes, de 17 anos, vai escolher o inglês para a prova do Enem. Como estuda a língua há 7 anos, ele acha que não terá grandes dificuldades. "Faço aulas com uma professora em grupos de cinco pessoas. Hoje estou no nível avançado, mas mesmo assim espero que a prova seja voltada para questões interpretativas", assinala.
Claudia Taha, uma das diretoras do College, aprova a inclusão de línguas estrangeiras na prova. "O Enem não podia continuar dando as costas para uma realidade que se faz presente no dia a dia. Inglês é hoje um instrumento de comunicação mundial, que dá acesso à informação e inclui as pessoas no mundo. |No mundo globalizado em que vivemos, o operário precisa aprender inglês para ler manuais e operar máquinas; o executivo fecha negócios em outros países ou recebe visitantes de fora; o profissional liberal participa de conferências e troca experiências com colegas de outros países", afirma.
Claudia argumenta que a língua estrangeira não pode ser tratada como um apêndice, como acontece em muitas escolas do país. "Ter inglês na grade uma ou duas vezes por semana não é suficiente para aprender. Para ter competência lingüística são necessárias no mínimo 800 horas".
Já a professora de inglês Mariana Pedrosa de Oliveira já lecionou francês na rede pública de ensino em Londrina. Para ela, os alunos de escolas públicas apresentam dificuldades no aprendizado de línguas estrangeiras pela falta de estrutura e a não definição de políticas públicas claras. "A escola pública não vê isso como ferramenta para a plenitude do indivíduo, para que ele se torne cidadão do mundo. Faltam materiais específicos, apoio pedagógico, e a carga horária é insuficiente", aponta.
O Enem será realizado nos dias 6 e 7de novembro.





