Já é sabido que dominar a língua inglesa não é mais um diferencial, mas uma necessidade. Em tempo de globalização, o idioma está por toda parte e muito mais próximo do que se pensa. O contato é diário, seja por meio de filmes, músicas, manuais de instrução, artigos acadêmicos, páginas virtuais, entre inúmeras outras situações. E o idioma é um fator primordial para ingressar e se manter no competitivo mercado de trabalho.
Diante disso, as crianças cada vez mais cedo começam a aprender inglês. Muitos pais, pensando no futuro, se esforçam para colocar os filhos ainda muito pequenos em contato com a língua. É o caso da enfermeira Natália Amaral Assunção, que no ano passado matriculou a filha Maria Clara, 3 anos, em uma escola de educação infantil, que prioriza o contato diário com o inglês. ''Ela começou a ter aulas aos dois anos de idade quando entrou na escola. Sempre assimilou muito bem o conteúdo'', afirma.
Maria Clara, segundo a mãe, já canta músicas e fala algumas palavras em inglês. ''Às vezes ela começa a cantar e a falar em casa. Fico encantada ao ver como pronuncia bem as palavras. É bom que ela tenha contato com a língua porque vai aprender a pensar em inglês e no futuro não encontrará dificuldades. Com certeza, isso vai ajudar a entrada dela no mercado de trabalho'', pontua Natália, ressaltando que pensa em matricular a filha em uma escola de idiomas quando tiver cinco ou seis anos.
Apesar da pouca idade, Maria Clara fica à vontade para mostrar o que sabe no outro idioma. Durante a entrevista, desinibida e segura, contou até dez em inglês e cantou ''five little monkeys jumping on the bed'', explicando que é a música do macaco que pula na cama. E para se despedir, não perdeu o ritmo e cantou ''bye bye see you tomorrow''.
A empresária Adriana Aparecida Silva Morandi também fez questão de colocar cedo o filho Pedro Henrique, 7, em contato com a língua inglesa. Mas a sua opção foi matriculá-lo em uma escola de idiomas, que normalmente recebe crianças a partir dos 4 anos com aulas duas vezes por semana e duração de aproximadamente uma hora.
''O Pedro começou a frequentar a escola de idiomas há um ano e meio aos cinco anos de idade'', conta a mãe. Para ela, é importante começar a aprender inglês ainda na infância. ''Digo isso por experiência própria. Não tive oportunidade de aprender quando era criança e comecei a fazer aulas na fase adulta na época da faculdade. Não foi fácil e tenho dificuldade até hoje'', reconhece Adriana, destacando que muitas vezes precisa contar com a ajuda da internet para ajudar o filho nas tarefas.
''Ele tem curiosidade para saber como são as palavras em inglês e gosta de músicas internacionais, o que facilita a aprendizagem. Quero dar para o Pedro o que não pude ter. Se tudo correr bem, quando ele estiver maior, penso em mandá-lo para o exterior para fazer intercâmbio'', observa a empresária, que deseja preparar o filho para enfrentar o mundo.
Pedro, por sua vez, afirma que gosta de aprender inglês e parece estar motivado para continuar estudando a língua. ''Tenho que aprender porque o meu pai fala que eu vou para os Estados Unidos buscar avião'', diz ele, que é filho de piloto.

Imagem ilustrativa da imagem Inglês cada vez mais cedo
| Foto: Cesar Augusto
A empresária Adriana Morandi e o filho Pedro Henrique, 7 anos, que cursa escola de idiomas: ''Se tudo correr bem, penso em mandá-lo para o exterior''
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A enfermeira Natália Assunção matriculou Maria Clara, 3 anos, em uma escola que prioriza o contato diário com o inglês: ‘‘Fico encantada com a pronúncia’’