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sexta-feira, 28 de janeiro de 2011
Vivian Fukushima<br>Reportagem Local 
Seja para saber se o filho foi bem em uma prova ou se o mal-estar que ele sentia no começo da manhã passou, a comunicação entre a família e a escola está cada vez mais eficiente, apesar da correria do dia a dia, que também atinge as mães que trabalham fora. E é devido a esse motivo que muitas escolas fazem uso de um meio de comunicação fácil, barato e principalmente rápido: a internet. "Hoje é muito difícil encontrar quem não usa pelo menos o e-mail", afirma Marize Rufino, diretora educacional do Colégio Marista.
Ela conta que além das tradicionais reuniões presenciais, cuja periodicidade varia de acordo com cada turma ou motivo a ser tratado, muitos pais também usam a internet para se comunicar com a escola. "É inegável que a tecnologia trouxe muitos benefícios. Claro que tem os que não fazem muito uso dela, porém, com alguns pais é mais fácil manter contato através de e-mail do que por telefone", revela. Exemplo do que Marize citou é o médico veterinário José Henrique Cavicchioli, pai de Carolina, 9 anos, e Marina, 6. Ele e a esposa, a administradora Silvana Martins Cavicchioli estão sempre "conectados" com o que as filhas vivenciam na Instituição.
"Muitas vezes estamos em casa e surge um assunto que poderia ser do interesse de professores ou diretores. Aí na hora mando um e-mail, e o legal é que no dia seguinte pela manhã já tenho uma resposta", afirma Silvana. Ela acrescenta que "se tivesse de ligar no outro dia para marcar uma reunião para só assim discutir esse assunto, com certeza ele acabaria ali".
No entanto, a diretora alerta sobre o uso exclusivo desse meio. "É ótimo, mas não substitui uma conversa pessoal. Muitas vezes, ao conhecer e conversar com os pais, entendemos o comportamento dos filhos. Nada deve substituir a presença e a interação da família com a escola", argumenta.
Pai presente
Apesar da facilidade da comunicação via e-mail, as escolas continuam com as tradicionais reuniões que discutem temas atuais, problemas, notas, entre outros assuntos. E diferentemente do que acontecia antigamente, hoje grande parte do público que compõe esses encontros é formado pela figura paterna. "Ainda há predominância do público feminino, mas a cada ano esse cenário vem mudando. A família está mais consciente da importância da presença do pai na formação escolar dos filhos", explica Marize Rufino.
No caso de Silvana e José Henrique Cavicchioli, as responsabilidades são divididas. "Eu levo e busco as meninas no colégio, e sempre que dá aproveito para conversar com professores ou diretores que encontro pelo corredor. É importante conhecer bem o ambiente que os filhos frequentam e as pessoas com quem convivem", afirma José Henrique. Silvana lembra ainda que em reuniões, na maioria das vezes o casal vai junto, pois procura estar presente na vida escolar das meninas em todos os momentos. "Meu marido até participa de peças de teatro que elas montam na escola. E todos adoram", diverte-se


