Inevitável separação
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sexta-feira, 23 de dezembro de 2005
Herika Fondazzi<br> Reportagem Local 
Viajar em férias é sempre motivo de alegria e descontração. É hora de reunir a família e os amigos, esquecer os problemas e aproveitar o clima para passear por praias, montanhas e cidades turísticas. Nesses passeios geralmente não há lugar para um amigo considerado muitas vezes parte da família: o bichinho de estimação. Até porque a maioria dos hotéis não permite ou não tem espaço reservado para esses animais.
''Levar um gato ou cachorro para outra cidade exige um atestado de sanidade e uma guia de transporte animal, conseguido com um veterinário ou na Secretaria de Agricultura'', diz a veterinária Maria Thiemi Orikawa Zangirolani.
Para a liberação dos documentos, a vacinação tem que estar em dia e o dono precisa ter meios seguros de transporte, como caixas ou coleiras próprias. ''É contra a lei levar gato ou cachorro soltos no carro. Outra coisa importante é parar de vez em quando para o bicho beber água e ir ao banheiro'', avisa.
Assim, com tantas dificuldades, muitas vezes os donos não sabem qual a melhor solução e os cuidados que se deve tomar para que o bichinho não sofra. ''Ficar sozinho é sempre ruim para o animal, por isso o ideal é providenciar a documentação e levá-lo nas viagens, se possível. Mesmo o gato, que tem fama de independente, não gosta de solidão'', afirma Thiemi.
A melhor opção quando o mascote tem que ficar na cidade, segundo ela, é deixar o bicho em casa sob o cuidado de alguém de confiança. ''Pelo menos ele fica em seu ambiente de costume. Mas é importante ter certeza que o responsável irá visitar o animal ao menos uma vez por dia, para dar comida, água fresca e fazer a limpeza. Para os gatos o ideal seriam duas visitas diárias'', aconselha.
HotelEliminadas essas possibilidades, a veterinária diz que a opção é procurar um hotel para cães e gatos. Na hora de se decidir por algum lugar, certos cuidados são fundamentais para garantir a boa estadia dos animais (veja box).
''Alguns hotéis simplesmete trancam os animais em gaiolas e dão comida. Não acho que esse seja um tratamento correto'', comenta Alessandra Zanini, dona do Hotel Albiz, que recebe cães e gatos. ''Alguns animais têm necessidades especiais, como comer frutas e escovar os dentes. O hotel precisa atender essas exigências dos donos'', acrescenta a proprietária do Hotel Bottine, Nilza Bottine Feliciano, que recebe cachorros de qualquer porte para hospedagem.
De acordo com as proprietárias, muitas vezes o tratamento é tão especial que os bichinhos nem querem voltar para casa. ''Alguns gatos moram em apartamento e aqui eles têm um espaço aberto para ver o que acontece lá fora. Para eles é algo diferente'', afirma Alessandra. ''Já tive cachorros que chegavam no portão e voltavam para dentro quando percebiam que estavam indo embora'', conta Nilza.


