Independentes e bem resolvidos
A administradora Katheleen Margreth da Silva, 29 anos, engrossa as estatísticas de solteiros no País. Independente, com foco na carreira profissional e na qualidade de vida, ela exemplifica a vida de milhares de mulheres da sociedade contemporânea. ''Estou solteira há quatro anos e moro sozinha há dois meses. Morava com a minha irmã que foi transferida de cidade. Nós saímos da casa dos nossos pais bem cedo em busca de independência'', conta.
Para ela, o lado bom de ser solteira e morar sozinha é a autonomia. ''Decido o que quero fazer sem a interferência de ninguém. Tenho autonomia para tomar decisões e gerir a minha casa'', pontua, ressaltando que teve uma fase em que era muita ''baladeira'', mas que essa vida não a completava e, por isso, hoje está mais tranquila.
''Gosto de ficar em casa, fazer uma boa leitura. Às vezes vou ao cinema e saio para jantar com as minhas amigas. E ainda tenho tempo para investir na minha carreira profissional, fazer um esporte, cuidar de mim'', cita a administradora, que atua em uma multinacional da Suíça em Curitiba.
A fé em Deus, segundo ela, é um fator primordial em sua vida. ''Minha fé me ajuda a ser uma pessoa serena e feliz'', observa Katheleen. Ela diz não se importar com os comentários das pessoas sobre sua solteirice. ''Existe cobrança da sociedade sobre casar e ter filhos. Mas as coisas acontecem na hora certa. Aprendi a lidar com isso'', ressalta Katheleen, que não esconde a vontade de casar na Igreja e constituir família.
Solteiro há quase três anos e morando sozinho há 14, o publicitário Tiago de Oliveira, 32, também não descarta a possibilidade de se casar um dia. ''Já tive um relacionamento que durou sete anos, chegamos até a morar juntos por um tempo. Gosto da ideia de ter alguém, mas ainda não encontrei a pessoa certa'', pontua.
E enquanto essa pessoa não chega, ele leva uma vida totalmente independente. ''Hoje prezo muito pela minha liberdade. Gosto de ficar em casa, ficar na internet, tocar violão, ouvir música. Também adoro a companhia dos meus amigos e às vezes saio sozinho durante a semana para tomar cerveja em algum barzinho. Faço realmente o que sinto vontade'', conta.
O fato de ser solteiro e independente contribuiu para Tiago se dedicar mais a sua carreira profissional. ''Tenho uma agência de publicidade e trabalho bastante, viajo quando necessário'', relata.
Tiago, assim como Ketheleen, sente-se cobrado pela sociedade pelo fato de ser solteiro. ''Tem cobrança da minha mãe, das minhas amigas próximas. É comum as pessoas perguntarem, mas já acostumei'', conta.







