Ícone delicioso
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quinta-feira, 17 de agosto de 2006
Karla Matida<br>Reportagem Local 
''O bolo da noiva está cada vez maior'', avisa a expert Vera Simão sobre um dos ícones do casamento que não podem faltar sob qualquer hipótese. Mas não escapa de algumas adaptações ao longo dos anos. ''Os bonequinhos que eram cafonas há alguns anos estão de volta e personalizados'', conta. Em biscuit ou pasta americana, os noivinhos reinam no topo do bolo, que está cada vez mais divertido. Há casais que fazem questão de ter o cachorro lembrado na guloseima, outros não se esquecem dos seus hobbies.
Boleira desde 1972, Vilma Cordeiro é quituteira de mão doce por trás do famoso ''bolo da Vilma''. ''Em algumas famílias já estou fazendo bolos para a terceira geração'', explica a boleira, que se define como tradicionalíssima. ''Quem comeu há 30 anos vai comer o mesmo bolo agora'', avisa. Pioneira nos casamentos da cidade, ela mantém a mesma receita. ''Com o marshmallow, quase consigo repetir a pasta americana'', diz. Para Vilma, o recheio de frutas é natural e o coco é ralado por ela ou alguém da equipe.
Em entrevista a Agência Sebrae, a gaúcha Isabel Nunes, que se diz uma cake designer (algo como uma criadora de bolos), conta que ''a única mudança que vem acontecendo com relação ao bolo é que, por uma questão de baixar custo e praticidade, as noivas estão preferindo exibir na mesa o bolo decorado, mas feito de isopor, só para dar um efeito visual e tirar as fotos. E claro, deixar na copa do local da recepção o bolo comestível já cortado, em ponto de ser servido aos convidados. Ou, às vezes, algumas preferem fazer só um ou dois andares com bolo comestível e completá-lo com ornamentação de isopor. Quem opta por um bolo assim consegue diminuir 30% no valor final'', explica.


