Horários pré-estabelecidos
Logo que chega da escola, Enzo sabe que precisa fazer a tarefa. O menino de sete anos senta em seu canto de estudos, pega seu material e começa a fazer os exercícios, não sem o apoio da mãe, a enfermeira Andréia Marquezini Neves. Ela conta que o filho estuda no período da tarde e, por conta das aulas de tênis e inglês, que frequenta pela manhã, o melhor horário encontrado para fazer a tarefa é logo após a aula. "Ele demora uns 20 minutos para fazer a tarefa e depois vai brincar. Eu explico que se ele prestar bastante atenção na aula não vai precisar ficar estudando muito para as provas depois", comenta a mãe. Andréia acredita que seguindo essa rotina ela está ensinando o filho a ter responsabilidades e a estratégia está funcionando porque ele tem tirado boas notas na escola.
Neste ano Enzo vai estudar no terceiro ano do Ensino Fundamental e algumas mudanças na forma de estudos do menino já estão sendo implantadas há alguns meses. "Eu não preciso mais ficar ao lado dele o tempo todo enquanto ele faz a tarefa. Eu o ajudo a entender os exercícios, mas fico acompanhando tudo da cozinha, enquanto preparo o jantar, assim ele vai desenvolvendo autonomia", salienta a mãe. Apesar de fazer a tarefa quase sozinho, Enzo gosta de saber que a mãe está por perto para ajudar em alguma dificuldade.
Para valorizar o estudo, Enzo é incentivado a ler desde muito pequeno. "Ele faz aulas de violino na escola e nós compramos uma coleção de livros e CDs com a história e música de vários compositores. Para estimular a leitura e a atenção, todos os dias antes de dormir nós escolhemos um compositor e lemos sobre ele, depois ele dorme ouvindo o CD com as músicas daquele músico", explica Andréia.
A mãe salienta que é preciso muito cuidado e paciência para mostrar ao filho a importância de fazer a tarefa na hora certa e estimular o gosto pelo estudo sem impor ou exigir demais. "Sei que se eu exagerar nas exigências ele pode acabar pegando birra da escola e tudo vai ficar mais difícil", afirma. Por esse motivo ela explica para o menino e chega num acordo com ele sobre essas questões. "O exemplo também ajuda muito. Tenho um sobrinho de 17 anos muito estudioso e sempre o usamos como referência para incentivar o Enzo", complementa. (M.A.)





