Hora de mudar
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sexta-feira, 24 de outubro de 2014
Érika Gonçalves<br>Reportagem Local 
Mudar de escola pode não ser um processo muito fácil. Os motivos são os mais diversos e, independentemente disso, é comum o aluno ficar ansioso, afinal, vai deixar para trás os amigos e será necessário se inserir em uma nova turma. Para os pais também surge a dúvida se os filhos irão se acostumar com a nova metodologia e se serão aceitos pelos colegas.
Para tornar esse momento mais fácil, é importante que a escola esteja preparada para receber os novos alunos. No Colégio PGD, uma das táticas é eleger um aluno, entre os mais comunicativos, para recepcionar o novo colega. A orientadora educacional também faz o acolhimento da criança e os professores são orientados sobre como proceder. "Temos alunos que vieram para cá porque já tinham colegas estudando na escola. Outros vêm por escolha dos pais. No fundamental I, como são crianças pequenas, mostramos a sala, os professores. Conversamos com o aluno e mostramos como a escola funciona", explica Lineia Licia Bonesi, orientadora educacional do ensino fundamental I.
"Os inspetores também nos ajudam e nós ficamos no intervalo, observamos se os novos alunos estão se inserindo na comunidade escolar. Os professores, em qualquer turma, também fazem atividades em grupo ou em dupla, para ajudar nesta inserção", conta a orientadora educacional do ensino médio, Mara Lúcia Nascimento de Araujo.
Ieda Terra Alves Gomes, diretora educacional do Colégio Londrinense, explica que a escola trabalha muito com a questão afetiva e procura saber já na matrícula a história do aluno, o motivo da transferência e da escolha do colégio.
"Para os alunos mais novos, um coleguinha faz a apresentação para todos e identificamos na sala de aula um aluno para trabalhar com esse novo colega entre aqueles que são mais receptivos. Já entre os mais velhos a orientadora educacional é a responsável por fazer a apresentação e também por trabalhar com os professores. Entre os alunos do ensino médio, a dica é fazer a apresentação para outros alunos que irão prestar o mesmo curso, isso cria afinidades."
Se a transferência foi por bulling no colégio anterior, o cuidado precisa ser maior, segundo a diretora. "O aluno pode ter mais dificuldade para se adaptar, é uma situação mais delicada. Se necessário, a psicóloga escolar faz acompanhamento. Já se o aluno veio de uma outra cidade, é mais tranquilo, ele tende a se adaptar mais fácil", explica.




