Hora de estudar!
PUBLICAÇÃO
sexta-feira, 25 de janeiro de 2013
<br> João Fortes Reportagem Local 
O início de um novo ano letivo pode ser um bom momento para reavaliar a forma como os filhos estudam em casa o que aprenderam na escola. Organizar os horários, frequência e até o ambiente de estudo pode trazer resultados interessantes no rendimento do aluno. Além disso, com um bom planejamento, é possível conciliar melhor as obrigações escolares com outras atividades educativas, físicas ou recreativas, também fundamentais para o aprendizado e qualidade de vida.
Um método interessante é o do calendário, onde todas as atividades diárias são divididas em um mural, cartaz ou até mesmo agenda. Cada dia tem sua programação, com horário de início e término de cada atividade, seja ela de estudo, lazer ou até mesmo de descanso.
De acordo com a especialista em psicopedagogia e neuropedagogia, Viviani Regina da Silva Fugiwara, o cronograma não pode ser imposto, mas elaborado junto com a criança ou o adolescente, respeitando certas preferências e facilidades de horários para os compromissos. Exemplo disso é a escolha da hora para o estudo. ''É interessante observar qual horário a criança ou adolescente se sente melhor para estudar, em que vai ter um melhor rendimento'', explica.
Mas, antes de colocar em prática o organograma, é fundamental escolher o lugar certo para estudar. Viviani destaca que o ambiente deve ser tranquilo, com iluminação equilibrada, cadeira confortável e que mantenha uma boa postura. ''É importante também que seja um espaço com apenas aquilo que é necessário, sem objetos ou aparelhos que possam tirar a atenção'', ressalta a especialista.
Viviani sugere que no momento de estudo o aluno tire, em média, 40 minutos para revisar a matéria. Lembrando que nesse tempo não está incluída a tarefa, que ela sugere ser feita antes. O tempo da revisão vai variar de acordo com o nível escolar e a necessidade do aluno, e não deve exceder duas horas. ''Para começar esse esquema é bom ir devagar, com 30 minutos apenas. Deve-se evitar o desgaste e o esgotamento, pois isso pode gerar uma angústia.''
O método, de acordo com Viviani, pode começar a ser incentivado para as crianças do 3º ano do ensino fundamental e a ser aplicado quando o aluno já estiver no 5º ou 6º ano.
Rotina
Aos 11 anos, Rodrigo Zaninelli de Oliveira está para começar o 7º ano do ensino fundamental. É também o segundo ano dele seguindo o cronograma planejado de atividades. Ele costuma ter a agenda da semana já pronta, com uma hora reservada para estudar. Também há o horário da ''soneca'', a hora da brincadeira e de outros compromissos diários.
De acordo com a mãe, Vanessa Beatriz Silva de Oliveira, depois que a medida foi adotada o desempenho do garato na escola melhorou significativamente, rendendo até elogios dos professores. ''Muitos professores notaram uma mudança nele em sala de aula, a fluência na leitura melhorou e as notas, no geral, deram uma boa melhorada.''
Antes, Rodrigo apenas cumpria a obrigação do dever de casa e às vesperas das provas precisava passar horas estudando. Agora responde satisfeito que não precisa estudar tanto para as avaliações. ''Ficou menos chato estudar'', garante.
Leia a reportagem completa em conteúdo exclusivo para assinantes da FOLHA.


