Homeopatia na saúde pública
Homeopatia na saúde pública
Introduzida no Brasil em 1840, a homeopatia nunca foi vista com bons olhos pelos órgãos que controlam a saúde pública brasileira. Só depois de ser reconhecida como especialidade médica, há 20 anos, é que começou um movimento de expansão movido, principalmente, pela insatisfação de parcelas cada vez maiores da população em relação à medicina oficial. Nesse processo de crescimento, uma resolução da 8ª Conferência Nacional de Saúde, realizada em 1986, recomendou a introdução de práticas alternativas na rede pública de atendimento.
Dois anos depois, os Ministérios da Saúde e da Previdência fixaram as primeiras diretrizes para a implantação da homeopatia nos serviços públicos de saúde, além de outras terapias alternativas como acupuntura e fitoterapia. Com a criação do sistema Único de Saúde, em 1988, que deu maior autonomia aos municípios nessa área, abriu-se uma porta para que a Comissão de Saúde Pública da Associação Médica Homeopática Brasileira pudesse desenvolver um trabalho, visando a implantação dessa especialidade no atendimento pelo SUS.
Nascia assim o projeto Homeopatia para Todos, estabelecendo a estratégia de implantação da homeopatia na rede pública, até então restrita à medicina privada. Hoje, estados como São Paulo, Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Rio de Janeiro, Mato Grosso, Paraíba, Pernambuco, Espírito Santo e Minas Gerais vêm conseguindo implementar seus programas de homeopatia dentro do SUS, através das Secretarias Estaduais e/ou Municipais, com a criação dos cargos de médico homeopata e realizando concursos públicos para preenchimento das vagas.
(A.R.B.)





