A grande diferença entre o períneo da mulher e do homem é que a versão feminina da região é mais suscetível à perda do tônus muscular, já que apresenta três orifícios (vagina, uretra e ânus), por isso a incontinência urinária é mais comum nas mulheres, esclarece a professora de fisioterapia da Unopar Fernanda Kelly Sereniski.
Fator este que não exclui os homens portadores da enfermidade de passarem pelo tratamento de fisioterapia uroginecológica. A maioria dos homens que procura ajuda são os que perdem urina porque passaram por cirurgia para a retirada da próstata ou por fatores de senilidade, conta a professora. ''No entanto, o diagnóstico da incontinência deve ser feito pelo médico urologista'', conta Fernanda.
Os métodos utilizados em mulheres e homens são os mesmos, com a diferença de que nos homens as sondas são colocadas pela via anal. ''Passamos os exercícios de fortalecimento do períneo para realizar em casa no tempo e série necessários. Se o paciente não consegue avançar, optamos pela eletroterapia. Mas este método é utilizado só quando não há outra opção'', conta a especialista.
Todo o procedimento é conversado antes para que o paciente possa optar pelo tratamento ou não. O trabalho de ''reeducação da bexiga'' do paciente também é feito, pois ele terá de prestar atenção à quantidade de vezes que vai ao banheiro (o normal varia de 6 a 7 vezes ao dia), à ingestão de líquidos durante o dia e à postura na hora de urinar.
Um fator complicador da doença, alerta a especialista, é que a maioria dos homens se mostra relutante em buscar ajuda. ''Eles buscam tratamento quando o problema está aparente, quando incomoda muito. Muitas vezes quando não se sente bem com a fralda'', conta a professora.
O tempo de tratamento é variável e pode se estender até um ano. Uma progressão considerada rápida, avisa Fernanda, varia de 4 a 6 meses. (E.S.)

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