Hoje as relações são mais frágeis, diz psicóloga
As inúmeras mudanças pelas quais os relacionamentos passaram no decorrer dos anos dividem opiniões e geram uma série de questionamentos. Enquanto alguns defendem as relações modernas, outros criticam duramente o excesso de intimidade e a suposta falta de limites que existe nos dias de hoje. Para Paula Cordeiro, psicóloga analista do comportamento, o importante é buscar o equilíbrio. ''É importante considerar o que havia de bom nos namoros das gerações passadas e se adequar à realidade de hoje em que os valores são diferentes'', afirma.
Para ela, um ponto positivo dos relacionamentos de antigamente é que os casais superavam mais obstáculos juntos e não abriam mão do relacionamento com facilidade. ''Hoje as relações são mais frágeis e muitos casais se separam por motivos banais, partindo para outra rapidamente'', pontua, ressaltando que a constante busca por independência, de homens e mulheres, pode prejudicar os relacionamentos atuais. ''As pessoas pensam muito em si e não estão dispostas a ceder'', observa Paula.
A modernidade, no entanto, trouxe hábitos positivos, como a abertura do diálogo entre pais e filhos. ''Hoje os pais podem - e devem - orientar os filhos sobre Doenças Sexualmente Trasmissíveis (DST), sexo, métodos contraceptivos, entre outros temas que antes jamais eram falados em casa. E essa instrução é fundamental'', destaca a psicóloga.
Na opinião dela, os filhos devem sempre respeitar os limites impostos pela família. ''Os pais devem dizer não quando acharem conveniente, mas sempre explicando os motivos de suas decisões. O importante é a família entrar em um consenso, cosiderando seus valores e princípios'', orienta.
Apesar de não existir ''uma receita pronta'' para lidar com o namoro dos filhos adolescentes, Paula acredita que um dos maiores segredos é o diálogo. Deixar o jovem casal dormir junto em casa - situação que muitas vezes gera conflito - é uma decisão que deve ser tomada em família. (P.C.B.)





