Hobby - Essa tal mania
PUBLICAÇÃO
quinta-feira, 22 de maio de 1997
Francelino França 
Milton DóriaA coleção dos tazomaníacos cresce em ritmo acelerado. Vitor Hugo Gouveia, 9 anos, 154 tazos até o momento da entrevistaUm brinquedo em forma de disco, com 4 centímetros de diâmetro, batizado de tazo, está fazendo a cabeça da criançada de 7 a 14 anos. Ele vem como brinde dentro das embalagens de salgadinhos da Elma Chips. A tazomania teve repercussão imediata e fulminante entre a garotada nos quase três meses de promoção. É salgadinho a toda hora, para desespero das mães. Ultimamente, milhares de crianças brasileiras são movidas a salgadinhos.
A onda já passou por 21 países, como México, Austrália, Inglaterra, Portugal Espanha e Holanda, e despertou milhões de crianças a entrar na brincadeira. O pequeno disco de plástico colorido, com desenhos da turma do Pernalonga - Piu-piu, Frajola, Tazz (o horripilante demônio da Tasmânia) - tem 80 modelos diferentes.
O jogo funciona nos moldes do antigo bafo, que era jogado com figurinhas. A variante é que a tazomania veio incrementada com kits de acessórios como o porta-tazo, o master-tazo, (bolacha para jogar), o tapetazo (suporte para o jogo) e ainda um álbum ilustrado, vendidos separadamente.
Menino ou menina, não importa, o que vale é entrar na onda. Alessandra e Marcos mostram várias peças do master tazo
Essa diversão dinâmica age como fator de sociabilização das crianças, pois motiva brincadeiras em grupo. Com isso, elas ficam afastadas por algum tempo dos videogames, computadores e televisão. No recreio, na saída da escola, as crianças ficam aglomeradas jogando, trocando e comprando salgadinhos. Há até o caso de um garoto que não pode comer salgadinhos, em função de um raro problema de colesterol, e a mãe compra os salgadinhos só para obter os tazos.


