A professora do curso preparatório para exames de proficiência do Cultura Inglesa, Paula Zago, de 31 anos, sentiu na pele a necessidade de ter um certificado internacional quando foi estudar fora do País. Com apenas 19 anos ela foi para Londres, e após terminar o curso de inglês, já na Europa, ela resolveu fazer o curso de Relações Internacionais e Espanhol na Universidade de Westminster. "Morei fora 12 anos e percebi quanto os certificados da Universidade de Cambridge são bem aceitos. Certificados normais de escola de inglês não são aceitos nessas universidades, principalmente porque as escolas não são niveladas, mas há aceitação para os testes com padrões internacionais", explica.

Agora como professora, Paula consegue conferir nos alunos o sucesso dos cursos preparatórios. "Tive uma aluna que, com três meses e meio de aula, conseguiu a nota necessária para entrar no programa do Ciências sem Fronteiras. Foi um trabalho muito legal porque ela estudava inglês há pouco tempo, e mesmo em três meses ficou preparada para a prova do Ielts, conseguiu uma boa nota e agora está indo para a Europa terminar seu curso", afirma.

A aluna em questão é Karina Florentino, de 25 anos, que está indo dia 26 de agosto para Budapeste, na Hungria, terminar seu curso de Veterinária. A universitária está no quinto ano do curso na Universidade Estadual de Londrina (UEL), e vai concluir o estágio obrigatório do outro lado do Atlântico.

Visivelmente empolgada com a conquista e ansiosa com o que está por vir, Karina conseguiu a bolsa do governo fazendo um cadastro no site com sua nota no Ielts e histórico da graduação. A espera pela aprovação demorou longos dias, mas valeu a pena. "Fiquei sabendo que tinha o programa desde o terceiro ano da faculdade e eu sempre quis tentar", diz. Para concorrer à bolsa o aluno deve ter entre 25% até 90% da graduação concluída.

A universitária ganhou com a bolsa direito a passagem de ida e volta, após concluído o estudo, auxílio deslocamento, seguro saúde e uma mensalidade de 870 euros, (cerca de R$ 2,5 mil, na cotação desta semana). "Tive medo do custo de vida no Reino Unido, então comecei a pesquisar opções. Quando abriram o edital para a universidade da Hungria, pesquisei sobre a cidade com amigos que já tinham ido para lá e fiquei encantada."

Com o visto para a entrada no país já em mãos, Karina agora está começando a pensar nas malas e no que pretende levar para a nova casa. "Minha família é de Londrina e eu nunca passei mais de uma semana longe de casa e minha mãe está um pouco apreensiva, mas é uma oportunidade única, uma experiência incrível. Estou feliz", comemora. (P.B.O.)

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