Hipoglicemia: a doença que pede açúcar
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sexta-feira, 22 de novembro de 1996
Cleide Cavalcante 
Seus sintomas podem ser facilmente confundidos com os de outras doenças, por isso, a hipoglicemia pode passar despercebida em muitos casos. A pessoa pode ficar hipoglicêmica em alguns períodos, como nos que antecedem a menstruação. Se não for tratada, a doença pode evoluir para diabetes ou para quadros complicados, podendo causar até mesmo a morte.
A hipoglicemia é caracterizada pela queda de glicose no sangue. Todos os alimentos são transformados em glicose, que é o combustível que abastece nosso organismo. É a glicose que nos dá energia para pensar, falar andar, respirar, etc... Quando falta esta substância, o cérebro é o primeiro orgão a ser afetado, explica o endocrinologista Antônio Roberto Chacra. O dano cerebral, avalia ele, pode deixar sequelas neurológicas. O paciente pode ficar com o raciocínio mais lento e, conforme os casos, ter inibição da motricidade e da fala. É bom frisar que isso só acontecerá se o doente não for tratado a tempo, garante.
Fome repentina Confusão mental, torpor, sonolência, irritabilidade, mudança de comportamento e tremores são alguns dos sintomas da doença. Se a hipoglicemia for muito severa, pode até provocar convulsão e fazer com que a pessoa entre em coma hipoglicêmica. Outros sintomas, também frequentes, são taquicardia, transpiração excessiva, palidez, tonturas e dor de cabeça, esclarece o médico.
Antonio Chacra afirma também que é muito comum que a pessoa sinta fome repentina. É aquela vontade de comer alguma coisa que, geralmente, as mulheres sentem por volta das 16/17horas, anuncia. Esta fome boba pode progredir para a chamada fome noturna, quando a pessoa tem aquela vontade incontrolável de atacar a


