Herança de família
Na casa de Maria Helena Ribeiro, de 56 anos, nada vai para o lixo: todo e qualquer material passa pela avaliação da matriarca da família antes de ser descartado. Isso porque ela é apaixonada por artesanato. "O que eu mais gosto é de transformar peças." Maria Helena trabalha em uma revenda de combustíveis, mas é no artesanato que consegue deixar fluir sua veia artística. "Acho que nasci assim. Na adolescência percebi que tudo o que eu fazia tinha um olhar mais artístico. Hoje faço mandalas, mosaicos e restauração de móveis, mas raramente vendo os produtos. Faço mais para a minha casa ou para presentear amigos e a família."
Conforme Maria Helena, o prazer de poder recriar peças ajuda a deixar o dia a dia mais leve. "É uma sensação de leveza, algo que faço naturalmente, como se a arte fluísse. Nem sempre gosto do resultado, mas aí é só reformar de novo."
Por incentivo da mãe, a jornalista Tatiana Ribeiro de Alcântara Ferreira, de 26, sempre experimentou vários tipos de artesanato, mas só se encontrou há um ano e meio, quando fez um curso de produção artesanal de joias. "Sempre me falaram que eu tinha que fazer arte com as mãos, mas eu não gostava muito, não tinha paciência. Foi por acaso que comecei a fazer o curso e me apaixonei", conta ela, que criou uma marca para sua peças: a Mangata.
Para Tatiana, a inspiração pode surgir de qualquer lugar. "Fico reparando em formatos, na arquitetura. Mas é algo espontâneo. Esses dias estava em um bar, vi aquele objeto onde se coloca guardanapos e pensei: 'esse formato dá uma peça legal'", conta. (B.Q.)






