Herança de família
Foi por influência da mãe que o estudante Victor Silva Gomes de Sá, de 21 anos, passou a ser voluntário na ONG Viver. "Minha mãe é voluntária lá faz uns 2, 3 anos e eu sempre a acompanhava e gostava bastante", conta. A princípio, Victor ajudava a ONG apenas em alguns eventos até decidir integrar o quadro de voluntários. "Sempre que tinha algum evento eu chamava alguns amigos do grupo de jovens da minha igreja, o qual eu faço parte, e ia lá ajudar. Até que decidi fazer o treinamento para ser voluntário e entrar de vez. Hoje faço o que precisar por lá, mas participo mais da parte de artesanato, que é coordenada pela minha mãe", explica.
As irmãs Laura e Glória Pedalino também tiveram nos pais a inspiração para ajudar o próximo. "Nossos pais se conheceram fazendo trabalho voluntário. Depois que nós nascemos eles ficaram um tempo afastados, cuidando da gente, até que decidiram voltar", conta Laura. "Há 10 anos quando eles estavam pensando em qual tipo de trabalho fazer uma pessoa falou do conjunto Novo Amparo", diz Glória.
As duas relatam que mesmo bem jovens, na época, ambas acompanharam a rotina de voluntariado dos pais. "No começo, nossos pais passaram a atuar no bairro com a ajuda da igreja, através da Pastoral da Criança. Nós tínhamos entre 12 e 13 anos e já estávamos ali", relembra Laura. Já inseridos na comunidade e conhecendo a realidade daquela região, os pais das meninas criaram a Associação Mãos Estendidas (AME). "Eles são nossos maiores exemplos até hoje", dizem.
Por participarem da AME desde novinhas, Laura e Glória cresceram com muitas das crianças da comunidade e viram a transformação do conjunto Novo Amparo. "Às vezes as pessoas não conseguem enxergar as mudanças, mas nós vemos", diz Glória. "Nem sempre o bairro foi assim, com essa tranquilidade que tem hoje. A AME tem uma influência muito grande na comunidade", valoriza Laura. (B.Q.)





