Harmonia entre corpo e mente
PUBLICAÇÃO
quinta-feira, 26 de julho de 2001
Agência O Globo 
Para quem não curte suar dentro de uma academia e anda estressado com a correria do cotidiano, a ioga é a alternativa perfeita. Apesar de trabalhar com o corpo, seus movimentos milenares fogem do padrão dos exercícios de grande impacto, repetidos à exaustão num ritmo alucinante.
Na ioga, não se transpira, a respiração é coordenada e trabalha-se mais com a permanência numa determinada posição do que com a repetição dela. O objetivo é harmonizar o corpo através dos sete chakras, ou seja, dos principais centros armazenadores e distribuidores de energia. Eles estão localizados na base da coluna, no baço, no umbigo, no coração, na garganta, no intercílio e na cabeça. Todos os chakras são responsáveis pelo equilíbrio glandular do corpo.
Na Índia, textos antigos revelam a existência de 84 posturas básicas e cerca de 80 mil variações. Durante a execução dos movimentos é recomendável mentalizar cores para o relaxamento completo. O azul-claro, por exemplo, é usado para tranquilizar alunos mais ansiosos. Ao contrário das demais atividades físicas, a ioga exige ambientes calmos.
Equilíbrio total Segundo o presidente da Federação de Ioga do Rio de Janeiro, mestre Horivaldo Gomes, a atividade não deve jamais ser confundida ou cultuada como uma religião. O objetivo é equilibrar a saúde física, mental e emocional. Os alunos aprendem a respirar da maneira adequada e trabalham com alongamento e resistência muscular. Também é importante manter uma alimentação balanceada.
Alguns médicos chegam a receitar a ioga para o tratamento de estresse, ansiedade, falta de concentração, problemas de postura e respiratórios. As qualidades terapêuticas podem ser vistas nos movimentos como o bhujangásana, que lembra a postura de uma cobra. Deitado de frente para o chão, com os calcanhares unidos, mãos perto do ombro e cabeça voltada para trás, a aluna estará beneficiando o funcionamento do ovário e do útero, além de trabalhar com os músculos do abdome e das costas. Não adianta fazer plástica se a beleza interior está doente, diz o mestre.


