Haja história...
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quinta-feira, 11 de outubro de 2012
Paula Costa Bonini <br> Reportagem Local 
As milhares de pessoas que já passaram pela Metamorfose durante os 17 anos em que a festa é realizada em Londrina têm algumas coisas em comum: momentos de descontração guardados na memória e muita história para contar. O artista plástico Dalcides Gomes do Nascimento, conhecido como Nenê, que o diga. Já participou de pelo menos dez edições da festa. Natural de Londrina, hoje residindo em Curitiba, lembra com carinho das situações vivenciadas.
''A primeira festa que participei foi na chácara da Coca-Cola. Era adolescente e me diverti muito. O evento foi crescendo e se tornou referência em todo o Brasil e até fora daqui. Para se ter uma ideia, conheci pessoas da Argentina e do Uruguai na festa'', afirma.
O repertório de fantasias de Nenê sempre foi muito variado. ''Gostava de confeccionar minhas fantasias e começava a me preparar cerca de um mês antes do evento'', comenta ele, que, entre outras, já foi de vampiro, escravo e estilo black power. Mas a fantasia que mais chamou a atenção foi a de dragão chinês.
''Essa realmente marcou história. Foram dois meses de preparação. Eu e meus amigos confeccionamos cada detalhe da fantasia, que teve 12 metros de comprimento. Íamos embaixo do dragão. Fomos em oito'', conta, acrescentando que o material utilizado foi todo reciclável.
E não teve como não chamar atenção. ''As pessoas paravam para olhar, comentar, colocar a mão'', recorda animado. Um dos amigos que fez parte do dragão chines foi o tatuador Alessandro Stractico Cardozo, o Ratto.
''Confeccionamos na minha casa. Foi muito divertido'', observa ele, que foi na primeira edição da Metamorfose em Londrina. ''Lembro que foi em uma residência, algo bem menor, mas muito bacana. Depois passou para chácaras e hoje é no centro de eventos, tamanho foi o crescimento da festa'', pontua.
Ratto destaca que começou a ir na Metamorfose na época em que era solteiro, depois passou a ir com a esposa (Lilian) e agora pensa em acompanhar os filhos, José Caio, 14, e Lucas, 12, nas próximas edições. ''Ainda quero levá-los. Daqui um tempo eles vão demonstrar vontade de ir e podemos ir em família. Vai ser ótimo'', diz.
Sucesso
Outra pessoa que tem o que contar quando o assunto é a Metamorfose é o vendedor Dirceu Kenji Matsumoto. ''Fui duas vezes na festa e na segunda vez fui vestido de mulher. Foi um sucesso. Cheguei até a ser paquerado'', diverte-se.
Ele destaca que a ideia de ir de mulher surgiu de última hora. ''Eu e mais dois amigos decidimos a fantasia no dia da festa e começamos a preparação. Eu fui com um vestido e um sapato da minha namorada, que hoje é minha esposa. Ficou tudo bem apertado, mas serviu. E ela fez minha maquiagem, colocou um monte de coisa no meu rosto. Os meus amigos usaram roupas e acessórios de amigas'', recorda.
Matsumoto conta que algumas pessoas chegaram a acreditar que era um trio de mulheres. ''Só viam que éramos homens depois. Eu saía correndo quando alguém vinha me paquerar. Foi um sarro'', ressalta, lembrando que ficou na fila do banheiro feminino com a namorada e que ninguém questionou. ''Quase usei o banheiro das mulheres. Só viram que eu era homem na última hora mesmo'', destaca.
De Porto Alegre
O estudante Diego Braga Araújo vem de Porto Alegre, onde mora há quatro anos, especialmente para a Metamorfose. Vai viajar mais de mil quilômetros para marcar presença no evento. ''Sou de Londrina e fui uma vez na festa. Gostei tanto, que agora vou voltar. Não participei alguns anos porque morei fora do País'', explica.
Araújo afirma que ''a Metamorfose foi uma das melhores festas que já participou'' e, por isso, faz questão de viajar tantos quilômetros para vivenciar o clima de descontração e alegria que o evento proporciona. ''Vou com o mesmo grupo de amigos que fui da outra vez. Vai ser uma oportunidade de revê-los e de me divertir. Acho que vou vestido de mendigo, pois quero ir com uma roupa bem à vontade para aproveitar'', revela.





