Guloseimas têm dia certo
Cientes de que o extremismo é um método que dificilmente funciona com as crianças, e que servir todos os dias grelhado, um refogado e saladas sem um apelo - seja ele visual ou não -, inevitavelmente será negado por eles, as escolas usam da criatividade para fazer da refeição um momento prazeroso e esperado.
''Um dia por semana servimos um bolo, sempre com receitas que, de certa forma, também são saudáveis. Esse ano vamos elaborar uma caixinha, no estilo das grandes redes de fast-food, para colocar o lanche dentro. É algo que eles adoram'', conta Tatiana Stoicov, da Educativa.
Na St. Jame's, uma vez por mês, é permitido que os alunos tragam de casa guloseimas: é o momento da besteira. Nos demais dias as crianças comem o lanche da escola, sendo que uma vez por semana o Fundamental 1 (crianças de 6 a 10 anos), e três vezes por semana, o Fundamental 2 (crianças de 11 a 14 anos) almoçam na escola, tendo como opções três tipos de salada, arroz, feijão, uma carne vermelha e outra branca, uma massa, um refogado e várias frutas. ''Abrimos exceção uma vez por mês e tentamos com isso evitar o radicalismo, e procuramos também ensiná-los a comer guloseimas com consciência'', explica a diretora Marcia Kobayashi.
Atraente, variado e colorido, o alimento nutritivo nas escolas, garantem os profissionais, não ganha rejeição, muito pelo contrário, faz sucesso entre os pequenos. ''Fornecer o lanche é um meio de evitar comparações na hora de comer e construírmos, com o tempo, a consciência alimentar dos nossos alunos'', afirma Marcia.
Para Tatiana, o importante também é atender aos pedidos dos alunos, sempre visando a saúde alimentar. ''Fazemos pesquisa entre os alunos do Fundamental 2 e procuramos saber o que eles querem. Os pais também aprovam essa preocupação alimentar, mas se conseguíssemos estender isso para dentro das casas dos alunos seria bem melhor''. (E.S.)





