Uma revolução silenciosa, com perspectivas animadoras, está mudando a rotina da UTI do Hospital Universitário de Londrina (HU) desde 2003, quando as recomendações do campanha ''Sobrevivendo à Sepse'' começaram a ser introduzidas. Agora, com a adesão oficial, dia 1º de março último, os protocolos de tratamento serão implementados com supervisão mensal do ILAS.

Segundo a médica intensivista Cintia Grion, esse acompanhamento é rigoroso e inclui desde horários de medicação, coleta de material, dados de evolução, tempo de internamento e sobrivência ou não do paciente. ''Em um mês e meio com o acompanhamento do ILAS já sentimos reflexos altamente otimistas. Os médicos, residentes e internos estão mobilizados, dando uma resposta muito positiva à campanha'', revela.

O trabalho do ILAS se baseia em quatro grandes objetivos: implementar as diretrizes internacionais em hospitais, divulgar o conhecimento científico sobre a sepse para os profissionais de saúde e a população em geral; conduzir estudos no Brasil para melhor entender a doença e agregar o maior número de especialistas brasileiros no assunto para aperfeiçoar o tratamento e a prevenção. Além da função de supervisionar a rotina das UTIs nos hospitais vinculados à campanha. ''Essa fiscalização estimula a equipe a cumprir todas as orientações. É uma espécie de controle de qualidade'', observa a médica intensivista do HU .

A médica explica que o POTSS Programa de Otimização da Síndrome Séptica, do governo estadual, ao qual o HU está vinculado desde o dia 20 de março, vem com essa mesma abordagem acrescida da liberação de medicamentos para o tratamento dos pacientes com sepse grave. ''É uma medicação de alto custo, mas só surtirá efeito se estiver totalmente atrelada às outras recomendações. Tão importante quanto a potência dos remédios é executar as medidas terapêuticas em conjunto e no tempo exato'', enfatiza Cintia Grion. A.R.B

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