Com a acirrada concorrência nos vestibulares para as universidades públicas brasileiras, fazer graduação nos Estados Unidos pode ser uma opção para muitos jovens que terminam o ensino médio. Isso pode parecer um sonho distante, mas é totalmente possível. E não é uma oportunidade apenas para aqueles têm um poder aquisitivo elevado, pois existem programas de bolsas parciais e integrais para estrangeiros.
As informações para realizar esse sonho podem ser obtidas gratuitamente no Instituto Cultural Brasil-Estados Unidos, através do Advising Office – Escritório de Consultas Educacionais. ‘‘É um serviço oficial da Comissão Fulbright e do Consulado Americano’’, informa a professora Anneliese Gardin, orientadora do Professional English (PE), do Cultural.
Em Londrina, o escritório possui um acervo de catálogos de mais de 3.500 instituições e universidades americanas, incluindo CD-ROMs e vídeos. ‘‘Essa orientação é importante para que o aluno possa conhecer os diferentes tipos de faculdades existentes nos EUA. Lá, por exemplo, tem curso superior de dois e quatro anos. Além disso, é preciso saber onde estudar, afinal, nem todas as universidades americanas são boas e reconhecidas’’, avisa.
Inscrições Anneliese explica que como o Cultural é um centro binacional (Brasil-EUA) recebe, anualmente, da Comissão Fulbraight informações sobre a disponibilidade de bolsas para várias áreas de estudo. ‘‘As bolsas são para um ano, mas se o aluno se destacar pode estendê-la até o final do curso’’. A professora ressalta que no programa estão excluídos os cursos de Direito e Medicina. ‘‘Os currículos desses dois cursos obedecem a uma estrutura muito diferente em relação ao Brasil’’, esclarece.
Para quem deseja iniciar o curso em 2002 , as inscrições para as bolsas são feitas em abril. Para concorrer é preciso ser brasileiro, solteiro, ter entre 17 e 21 anos e apresentar o certificado do exame Toefl. ‘‘Como a disponibilidade de bolsas é pequena, é preciso ter um bom histórico escolar porque os americanos privilegiam muito isso’’, diz Anneliese.
A professora destaca que muitos jovens não sabem que é possível fazer um curso superior nos Estados Unidos. ‘‘Em Londrina, a procura é baixa porque as pessoas acham que esse é um sonho impossível, o que não é verdade’’, garante. Ela lembra que mesmo se o aluno não conseguir a bolsa, é possível descobrir boas universidades americanas nas quais os custos dos estudos são semelhantes a muitas instituições privadas do Brasil. ‘‘É uma questão de pesquisar e esse é um serviço que nós oferecemos gratuitamente’’, afirma.
O Advising Office também dá orientação para profissionais que têm interesse em fazer pós-graduação nos Estados Unidos. ‘‘Podemos orientar sobre bolsas e quais universidades oferecem pós-graduação na área desejada’’, avisa Anneliese. As consultas devem ser agendadas pelo fone (43) 324-5372 com antecedência para que a pessoa possa ter um atendimento individual.

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