Glaucoma crônico
Glaucoma crônico
A partir dos 40 anos, o indivíduo deve dar atenção especial aos olhos e medir frequentemente a pressão ocular. Uma doença muito séria é o glaucoma crônico, que atinge cerca de 500 mil brasileiros. O glaucoma crônico, que geralmente afeta as duas vistas, não dá qualquer sintoma no início, é totalmente assintomático. A vítima não sente nada, e está ficando cega lentamente sem perceber, avalia Almeida.
Segundo ele, mesmo assim, o nervo ótico vai morrendo lentamente. Isso acontece, observa o oftalmologista, sem dor e sem alteração da visão central. As alterações visuais ocorrem muito lentamente e vão progredindo com o tempo, revela. Se não forem feitos diagnóstico e tratamento corretos, o problema resulta numa precoce cegueira bilateral.
O especialista acrescenta que, depois dos 40 anos, 35% das pessoas precisam de óculos para perto. É quando o paciente vai ao oculista e, justamente nessa consulta, o médico mede a pressão dos olhos, frisa. O tratamento do glaucoma é feito com colírios e controlando a pressão dos olhos. Se tudo for feito de maneira correta, a pessoa não corre o risco de ficar cega. Mas, lembra Almeida, não é possível reverter a visão que a pessoa já perdeu por causa do glaucoma.
Quando não se consegue controlar a pressão dos olhos com colírios específicos, próprios para baixar a pressão, o caminho é tratar com cirurgias convencionais ou com laser, diz. O glaucoma crônico apresenta diferentes estágios evolutivos e é o especialista quem decide o tipo de cirurgia mais adequado ao paciente.
De acordo com o oculista, é um crime defender a venda de óculos de grau sem receita médica. O indivíduo compra os óculos, se satisfaz e acha que seu problema está resolvido, adianta. Mas, ao contrário disso, o glaucoma vai se instalando e danificando o nervo ótico dele. Portanto, vender óculos na ruas, postos de gasolina e bancas de jornais, sem receita médica, significa que 500 mil brasileiros vão ficar cegos, lamenta.
Catarata senilApós os 50 anos, aparecem os chamados problemas degenerativos. Podemos citar a catarata senil, como a grande causa de cegueira no País, reconhece. Almeida observa que se trata de uma cegueira reversível e, para curá-la, basta fazer uma cirurgia. Todo oftalmologista está apto a fazer esse tipo de cirurgia e recuperar totalmente a visão do paciente.
Também incidente após os 50 anos, a retinopatia diabética afeta pessoas com, geralmente, mais de dez anos de diabetes, principalmente quando essa doença é controlada incorretamente. O único tratamento que existe para a retinopatia diabética é aquele feito através do laser. No entanto, o controle do diabetes tem de ser rígido, afirma o oftalmologista.
Com isso, afirma, consegue-se desacelerar a evolução da doença. Outro problema registrado nessa faixa de idade é a degeneração senil da mácula (parte central da retina). Essa doença que se instala na velhice é um tipo de degeneração cujo tratamento é muito pouco eficiente.
Antes de entrar na escola, avisa Almeida, é necessário que a criança faça um exame oftalmológico. Durante o crescimento, na adolescência, o ideal é fazer uma consulta pelo menos a cada dois anos. E, a partir dos 40 anos, toda atenção é necessária aos olhos.





