Glamour na cabeça
PUBLICAÇÃO
quinta-feira, 26 de maio de 2011
Erica Shimamura<br>Reportagem Local 
Se antes do casamento de Kate e William o fascinator era apenas adorno exótico, que combinava somente com um look mais ousado, depois do enlace real, esse acessório virou a cabeça das mulheres no mundo todo.
No Brasil, muitas fashionistas se encantaram com esse adereço, uma nova opção para sair do lugar comum. Segundo a designer Andréia Lehmann, especialista em grinaldas, arranjos e chapéus, os fascinators são feitos de plumas, telas e bordados, com um toque de glamour. Eles ficam presos ao cabelo por pequenas presilhas, grampos ou tiaras fininhas, e podem ter brilho ou não. "Versáteis, podem ser usados em festas durante o dia - casamentos, batizados, chás da tarde. Tenho clientes que procuram o acessório para usar em baladas também, porém, em versões menores", conta Andréia.
O tamanho do adorno depende da ousadia de cada uma, avisa a designer. "Os cabelos podem ficar soltos e desestruturados para criar um visual descontraído, ou presos, se a ideia é apostar em um look mais sério", observa ela.
A organizadora de eventos Alzira Scholze e Souza aderiu à moda antes do casório real inglês. No ano passado, participou de um evento em que os chapéus eram obrigatórios. "Resolvi trocar o chapéu pelo fascinator para sair da rotina".
No ateliê de Andréia Lehmann, há fascinators para locação e outros para venda.
Segundo a editora de moda Lilian Pacce, os fascinators são muito usados pelo alto escalão da nobreza britânica. Depois que Camilla, a duquesa da Cornualha, optou pelo acessório ao invés de usar véu, quando se casou, em 2005, e a rainha Elizabeth adornou a cabeça no casamento de um sobrinho, em 2008, o enfeite entrou para o dress code da realeza.







