O urologista Lauro Brandina esclarece que a reposição hormonal, quando indicada, pode ser feita de quatro maneiras. ‘‘A injeção intramuscular é o método mais utilizado atualmente, mas tem a desvantagem de aumentar excessivamente o nível de hormônio nos primeiros dias de aplicação, diminuindo gradualmente depois’’.
Outra forma de tratamento é através de comprimidos ingeridos diariamente, mas com o risco de absorção irregular. ‘‘Por exemplo, toxidez para o fígado que pode levar à hepatite ou ao câncer’’, alerta o médico. O terceiro método de reposição hormonal é através de adesivo (selos) que são colocados sobre a pele. ‘‘A vantagem deste tratamento é que ele não causa toxidez em órgãos importantes do organismo, mas tem a desvantagem de causar reações alérgicas em 80% dos homens, principalmente em países de clima tropical como o Brasil.
‘‘O quarto método é uma novidade que já está sendo utilizada nos Estados Unidos e deve chegar ao Brasil dentro de um mês’’, informa o médico. Nesse caso, o tratamento para a andropausa é feito através de um gel aplicado sobre a pele, numa região onde não existam pêlos. ‘‘O Androgel tem todas as vantagens dos adesivos e, o que é melhor, sem provocar reações na pele’’.
Além de todos esses métodos de tratamento, Lauro Brandina lembra que a produção de testosterona pode ser estimulada por meios naturais. ‘‘Através de atividade física e sexual regular, alimentação adequada com redução de gordura animal e carboidratos, um consumo maior de legumes e frutas, controle do stress e, principalmente, evitando o tabagismo e o consumo de bebidas alcóolicas’’, orienta o urologista.

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