Em comum, elas têm o poder de desafiar o preceito científico de que a partir dos 35 anos os efeitos do tempo tornam-se irremediavelmente visíveis. As armas para enfrentar esse vilão chamado envelhecimento não são secretas. Malhação, cardápio equilibrado e cabeça feita proporcionam uma convivência harmoniosa com o espelho. E uma bem resolvida relação com o passar dos anos. Confira a ``fórmula da juventude`` nos três depoimentos a seguir.
A empresária Maria Izabel Queiróz, 1.66m, 53 quilos, está prestes a virar cinquentona. Mas, ao contrário da maioria das mulheres, que dribla os efeitos da idade com malhação pesada e dieta, ela prefere fazer outro caminho. ``Beleza é um reflexo do bem-estar``, proclama.
Para Izabel, a busca desenfreada pelo corpo perfeito é um traço doentio dos tempos modernos. ``Tento passar para as pessoas que não precisa ser assim. Tem que ter saúde e se gostar, respeitando o próprio biotipo``, aconselha.
Ao optar por uma alimentação mais natural, ela mesma já cometeu alguns radicalismos, como deixar de comer carne e de tomar leite. Mas a experiência durou apenas um ano. ``Agora como de tudo, mas pouco. Sou metódica nas minhas refeições, faço todas``, diz, indicando que o equilíbrio é o segredo, até mesmo em assuntos mais controversos. Izabel voltou a fumar depois de três anos de abstinência, mas com regras definidas: cinco cigarros por dia e nunca pela manhã.
Os cuidados com o corpo seguem a mesma cartilha. Nada de radicalismos. Fez RPG, ioga e anti-ginástica. Agora, descobriu os benefícios do Pilates. `` Atividade física, para mim, é uma questão de espírito. De buscar tranquilidade, de ouvir meu próprio corpo. Fui despertada para isso pela fisioterapeuta Débora Prado, ela é a minha guru``, diz. Para enfrentar o estresse, maior obstáculo a esse estado zen, ela respira fundo e busca a reflexão.
Plástica está fora de questão por enquanto. ``Cuido da pele, mas tenho medo do bisturi. Acho que vou deixar a cirurgia para quando eu precisar, em caso de doença``.
A ex-modelo e empresária Giane El Haouly Guglielmi, 35 anos, 1.68m, 60 quilos, dois filhos, é o que se convencionou chamar de ``mulherão``. As formas invejáveis, herança da mãe como ela faz questão de frisar, foram esculpidas desde criança, quando sonhava em ser bailarina. Depois de experimentar de tudo um pouco em matéria de exercícios, formou-se em Educação Física e só não virou professora por causa dos compromissos da carreira de modelo.
Hoje, Giane faz musculação de segunda a sexta, durante uma hora e meia. Também pratica RPM, uma atividade que simula trilhas de bike e promete a perda de 800 calorias por aula. Com esse pique, sacrifícios alimentares estão fora de sua rotina. ``Nunca fui muito cuidadosa com alimentação, mas me adaptei ao adoçante. Não sou fanática por doce e isso ajuda bastante. E não tenho o hábito de comer depois das oito da noite``, conta.
Giane não abriu mão dos exercícios nem mesmo durante as duas gestações. ``Continuei fazendo esteira e step. Só parei a musculação``, lembra. Nas viagens, já é praxe carregar roupa de ginástica. ``Sempre dou um jeitinho de correr ou de fazer outra atividade. Me sinto mal quando fico parada``, justifica.
Vigilante com o espelho, ela confessa o medo de envelhecer. Por enquanto, ácidos e vitamina C estão dando conta do recado, mas Giane não descarta uma plástica na pálpebra daqui há cinco ou dez anos. Encanações em dizer a idade, entretanto, não existem. ``Para quem se cuida, isso é um motivo de orgulho``.
A designer gráfica Maria Isabel de Oliveira, 37 anos, faz check-up anualmente e sempre ouve o mesmo elogio do médico: ``Você é como vinho. Está cada vez melhor``. Não é para menos. Além de excluir cigarro e álcool de sua rotina e cultivar o hábito de dormir cedo, ela corre e levanta pesos quatro vezes por semana para manter seus 47 quilos distribuídos em 1.58m.
``Sempre fui muito vaidosa. Acordo às 6h30 da manhã para dar conta do trabalho e ter tempo para cuidar do corpo. Hoje, isso é prioridade, até mesmo para que eu possa ter uma vida profissional com mais pique e energia``, observa. No cardápio semanal, só entram carne branca e salada. Líquidos estão banidos das refeições. Isabel só não abre mão da sobremesa. ``Sou uma formiga. Malho bastante para poder comer desencanada, principalmente nos finais de semana``.
Retardar o envelhecimento é uma de suas preocupações, mas sem paranóias. Mesmo porque, para ela, um dos melhores antídotos contra os efeitos do tempo é o bom humor. E ela se diverte até quando tem que dizer sua idade. ``Gosto da reação de espanto das pessoas``, diz, observando que ter um corpo jovem e uma cabeça mais amadurecida é uma das maiores vantagens dessa história.

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