Garotada segura na rede
PUBLICAÇÃO
sexta-feira, 22 de outubro de 2010
Mayhara Nogueira<BR>Reportagem Local 
De acordo com estudos feitos pela comScore, divulgado em junho deste ano, usuários brasileiros com faixa etária entre 6 e 14 anos gastam 60% do tempo online em sites de entretenimento, programas de mensagens instantâneas e redes sociais. Em função disso, as redes sociais direcionadas para o público infantil começam a proliferar e a conquistar espaço no mundo virtual.
Se a criança não pode ter um bichinho de estimação, no site Neo Pets (www.neopets.com.br), é possível cuidar de um animalzinho em um ambiente virtual. Com versão em português, a comunidade online gratuita gira em torno dos cuidados de um bichinho de estimação. Além disso, há games, notícias e fóruns de interação entre os usuários mirins. Para a segurança dos internautas, há moderadores de conteúdo.
O ClubePenguin (clubpenguin.com.br) e o Migux (migux.com.br) funcionam como rede social para crianças. No primeiro, o pequeno pode personalizar um pinguim e passear por um mundo, no qual as aves governam, mas tudo acontece depois que um responsável faz o cadastro e configura que tipo de bate-papo (com filtro de termos ou apenas frases pré-programadas) poderá ser praticado. Existe versão em português
Já no Migux,o ambiente é outro, o mundo virtual agora é aquático, no qual as crianças são peixinhos e convivem com outros habitantes no fundo do mar. Esses habitantes são outras crianças que também estão online. O site conta com um espaço para digitação de textos. Tudo que é digitado fica disponível para os usuários como em uma grande sala de bate-papo. Além de interagir com os usuários online, a criança também pode adicionar as pessoas como contatos, criando assim uma lista de amigos.
Prevenção é conversar
A professora Heloísa Provedello, mãe de Carolina, de 13 anos, revela que a filha passa em média três horas por dia em sites de relacionamento e variedades. Embora Heloísa esteja ciente dos perigos escondidos na rede, ela não busca maneiras mirabolantes de investigar a filha; ao contrário, utilizou métodos tradicionais para orientá-la. "Procuro saber o que a Carol faz na internet, leio os históricos, mas acima de tudo acho que o melhor jeito de evitar problemas futuros é com muita conversa. Entendo que isso seja até um método preventivo", afirma.
Para criar uma consciência de responsabilidade na filha, a professora acha importante oferecer oportunidades que permitam a Carolina viver mais o mundo offline. "Eu já tive a idade dela, entendo a curiosidade que as crianças têm. Porém, é preciso dialogar, dar informações sobre os perigos, e não deixar com que eles fiquem durante muito tempo na frente do computador", afirma Heloísa, segundo a qual explica que Carolina, além da escola, ainda faz inglês, aulas de teclado, catequese, patinação e desde pequena adora ler.


