De acordo com a bióloga Luísa Villa, chefe do grupo de virologia do Instituto Ludwig de Pesquisa sobre o Câncer, não existem na literatura evidências de que o HPV presente na mãe cause malformação congênita no recém-nascido. ''É pouco provável, mas não impossível'', avisa.
Ela explica que, como o vírus é muito contagioso, a criança pode nascer com alguma infecção na região genital ou ainda na laringe, provocando uma doença rara chamada de papilomatose respiratória recorrente, que atinge cinco em cada 100 mil pessoas.
Como o HPV também pode estar presente nos tecidos adjacentes e não só no pênis, a bióloga adverte que o preservativo não dá proteção em 100% dos casos, apesar de ser fundamental na prevenção da doença. ''A proteção também deve vir pela diminuição do número de parceiros'', afirma, explicando que fatores como o fumo e o uso de contraceptivos orais tornam a mulher mais susceptível à infecção pelo vírus

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