A advogada e servidora pública estadual Fernanda Torres não era muito afeita à tecnologia, mas acabou mudando de ideia com a convivência com o marido, o designer José Antonio Vicentin.

"Eu era considerada uma pessoa ‘antiga’ por ele. Tinha um celular básico, um computador básico. Mas ele me viciou. Me mostrou um celular touch screen, com uma tela gigante e visualização perfeita e aproveitamos uma promoção para adquirir dois celulares iguais, medianos, mas com memória razoável e assim poder instalar vários aplicativos e jogos. Hoje fui vencida pela tecnologia e não abro mão do meu celular. Uso inclusive como substituto do notebook e de impressões para leitura em sala de aula em outra graduação que estou cursando, já que tenho um aplicativo para leitura de documentos em PDF e e-books", conta.

Ela diz que costuma testar vários aplicativos e depois apaga os que não são úteis ou os que têm muita propaganda. Mesmo assim, segue as recomendações sobre a origem dos programas, preferindo aqueles indicados por pessoas conhecidas e os que têm explicações sobre suas funcionalidades. "Geralmente pergunto para meu marido se ele conhece ou procuro no Google se alguém já teve problema."

Fernanda também não liga em pagar por aqueles que realmente sejam úteis. E entre seus preferidos estão os com mapas, GPS, consulta de preços, para troca de mensagens, delivery e também dicionários, especialmente por causa da graduação em Letras – Licenciatura em Língua Espanhola e Literatura Hispânica. Mas destaca também que é necessário cuidado para não se tornar tão dependente da tecnologia.

"Utilizo pela praticidade e mobilidade. Sempre estou com o celular, mas ainda falta uma boa conexão 3G na cidade para que todos os aplicativos possam ser bem aproveitados. Também não utilizo só fora de casa. Muitas vezes tenho acesso ao notebook e uso o celular. Acho mais prático e está sempre comigo. Economizo tempo para vários serviços como pagar uma conta, pedir comida, achar um local, buscar um livro para ler. Mas os aplicativos também atrapalham porque viramos dependentes do celular. Quando acaba a bateria ficamos em pânico! É prático, mas cria dependência", ressalta. (E.G)

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