Formas inesperadas
Não são apenas as roupas ajustadas que se beneficiam da moulagem. Modelagens fluidas e ligeiramente distorcidas, formas inesperadas, pregas, torções, repuxados, volumes, drapeados, assimétricos e até alfaiataria são construídas em moulage, favorecendo a liberdade de criação de estilistas brasileiros como Wilson Ranieri e Samuel Cirnansk. Costureiros internacionais também apostam nessa técnica em desfiles de alta-costura.
Wilson Ranieri lembra que quando era criança já fazia roupas com lençóis, enrolando panos na irmã para brincar. Para ele, moulage é quase um fundamento principal. Quase porque se associa a um bom planejamento de tecidos e acabamentos para que vire uma roupa perfeita. A construção me faz ir além, confessa. Ranieri explica que a moulage é apenas uma técnica de construção. Todo o processo depois vira molde plano com a marcação necessária, que pode ser reproduzido inúmeras vezes e escalado em tamanhos diversos, acrescenta.
Famoso por seus vestidos de festa e de noivas, Samuel Cirnansk busca inspiração em elementos arquitetônicos e nas emoções de suas clientes para construir suas roupas. Depois de sair do croqui (desenho no papel), o vestido ganha formas no manequim de provas com a moulage. São cerca de dois meses de confecção e várias provas com a cliente para que a peça fique perfeita. Não por acaso, Cirnansk se tornou um dos estilistas mais cobiçados quando o assunto é casamento. É dele o vestido de noiva da atriz Juliana Paes, que se casou mês passado, no Rio de Janeiro.
(Da Editoria)





