Há alguns anos, o inglês aplicado nos colégios de ensino regular visava, sobretudo, que o aluno aprendesse gramática e compreensão de texto, objetivando principalmente o vestibular. Mas esse cenário vem mudando e hoje a meta é que o aluno seja capaz não só de ler e escrever, mas também de ouvir e falar bem em inglês. Para isso, muitos colégios estão firmando parcerias com escolas de idiomas, de forma a trazer professores mais especializados nessas múltiplas competências.

Uma dessas instituições é o Colégio Maxi, que trabalha em conjunto com a Cultura Inglesa. Virgílio Tomasetti Jr, diretor geral do Colégio Maxi explica que o Maxi English, voltado para alunos do 6º ao 8º ano do ensino fundamental, traz vantagens tanto para o colégio quanto para pais e alunos. "Não precisamos nos preocupar em treinar nossos professores com as metodologias mais modernas, já que todo o processo é feito por uma escola especializada. E os alunos têm a melhor formação, não sendo necessário que os pais paguem a mais por um curso de inglês."

Alan Hugh Thomas, diretor da Cultura Inglesa (CI), explica que os alunos estudam com materiais escolhidos segundo a metodologia usada pela CI, mais comunicativa e que trabalha com a escrita, a oralidade e a leitura. "Nos 7º e 8º anos os alunos são divididos por nível de conhecimento e não pelo ano escolar, o que possibilita melhor aproveitamento das aulas e desenvolvimento mais rápido, pois o trabalho é mais dirigido. No final do 8º ano também oferecemos qualificação para os exames da Universidade de Cambridge, no Reino Unido", detalha.

O Colégio Universitário também optou por ter o apoio e assessoria de uma escola especializada no ensino de idiomas. Há três anos a escolha e treinamento dos professores de inglês do colégio são feitos pelo Instituto Britânico de Línguas (IBL).

Raquel Calil Ruy, diretora educacional do Colégio Universitário, explica que o objetivo é que os alunos sejam capazes não só de ler e escrever em inglês, mas também de ouvir e falar. "Acreditamos na relevância do inglês e, para atender a essas especificidades e cuidar que todos esses aspectos sejam atendidos, optamos pela parceria com uma escola especializada. Os alunos precisam aprender a se comunicar e o professor deve saber transmitir o conteúdo e também detectar as dificuldades. Em qualquer área há especificidades e com o inglês não é diferente", destaca.

A escolha dos professores de inglês do colégio e a coordenação são feitas pelo IBL. Leila Scalco, coordenadora do Instituto, explica que são atendidos os alunos desde a educação infantil até o ensino fundamental. "Fizemos modificações na carga horária. A partir do 6º ano as turmas são divididas em duas, ficando 14 alunos com cada professor. Também introduzimos a lousa interativa, uma tecnologia usada no IBL."

O material pedagógico também é escolhido pelo Instituto, responsável por treinar os professores. Leila diz que outra mudança foi a introdução da literatura. "Os alunos leem um clássico por semestre, adaptado para o nível deles. Para os pequenos temos a contação de histórias", pontua.

Imagem ilustrativa da imagem Formação integral
| Foto: Foto: Shutterstock
Hoje a meta dos colégios é que o aluno seja capaz não só de ler e escrever, mas também de ouvir e falar bem em inglês
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