Para que tenha segurança para assumir suas novas atribuições, é preciso que a secretária tenha uma boa formação. A pára-quedista não serve mais. Hoje, só há lugar para exímias profissionais.
Informática é essencial – não apenas saber lidar com editor de texto, mas estar sempre a par de ferramentas que lhe auxiliem no seu trabalho. Afinal, se as palavras-chave são agilidade, autonomia e comunicação, o computador está aí para tornar tudo mais fácil e com menos chances de falhas.
Inglês é item obrigatório, espanhol é altamente recomendável mesmo para uma gerência média e um terceiro idioma estrangeiro é um forte diferencial na hora de conseguir um posto disputado. ‘‘E tem que ser fluente mesmo. Não adianta dizer que ‘se vira’. Tem que saber’’, sublinha Sônia Gonzales.
Já a formação tem de ser superior, preferencialmente em secretariado, administração ou letras. E é essencial continuar investindo na carreira. Maria Ester, 22 anos de experiência na área, dá uma dica: ‘‘É preciso também ter autoconhecimento para saber das próprias falhas e consertá-las’’, afirma ela.
Além de conseguir um alto salário, entre R$ 3,5 mil e R$ 5 mil, uma secretária ‘‘moderna’’ pode conquistar cada vez mais espaço na empresa, e até mudar de área. Existem casos de multinacionais cujas diretoras começaram como secretárias. Geralmente, elas vão para as áreas de administração ou de recursos humanos e se dão muito bem.
Segundo Winston Pegler, a secretária que pretende ascender profissionalmente tem de ter, antes de tudo, ambição de sair do seu posto e obter um cargo gerencial. Conscientizando-se de que é parte importante no sistema em que trabalha, ela já começa a conquistar, pela postura que adquire, um poder de influência na empresa. Mas o diretor alerta: isso só acontece com a secretária ativa, ‘‘não com a serviçal’’. (M.P.O.)

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