Diogo Almeida, de 16 anos, de Piracicaba, também persegue um sonho. Apaixonado por futebol, ele está há mais de cinco anos longe de casa. Ele já morou em Santos, passou uma temporada em Dallas, nos Estados Unidos, e agora vive na capital paulista. Atleta da equipe juvenil do São Paulo Futebol Clube, Diogo não mede esforços para conquistar seu objetivo. ‘‘É difícil ficar longe da família. Vivi em lugares diferentes, com estranhos, mas também fiz muitos amigos, e isso ajuda’’, diz o garoto, que não abandonou a escola e cursa o segundo ano do ensino médio.
  O apoio da família e a determinação foram fundamentais para ele, que, aos 10 anos, deixou o judô para se dedicar ao futebol. ‘‘A concorrência é grande, é preciso estar bem sempre, tanto no físico quanto na cabeça. Para ter sucesso é preciso disciplina. Com isso, aprendi que tenho de encarar as dificuldades para conquistar uma recompensa maior’’, explica.
  Diogo e Bruna demonstram ter um preparo que a educadora Tânia Zagury considera importante. Para ela, a família deve estar atenta aos valores adotados pelos jovens antes de incentivá-los ou demovê-los de qualquer sonho profissional. ‘‘Ninguém deve achar que é melhor que as outras pessoas. Até porque, carreiras como essas, muito concorridas, podem terminar subitamente. O jovem tem de ter consciência disso.
Se o sonho fracassar, ele precisa estar preparado
para seguir com a vida de uma forma produtiva’’,
alerta Tânia.
  Para ela, o maior problema dessa relação entre pais e filhos na hora de escolher uma carreira é o fato de a sociedade infantilizar o jovem. ‘‘Ele vota, quer dirigir antes da idade. Então, o jovem também é capaz de lutar pelo sonho dele. É uma questão de querer verdadeiramente transformar esse sonho em realidade.’’

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