O mineral responsável pela redução da incidência de cáries, quando ingerido em excesso, pode causar sérios danos à saúde dos dentes. O acúmulo de flúor no organismo provoca a fluorose, uma descalcificação dos dentes que começa na infância (até os 10 anos), ocasionando desde pequenas manchas brancas, num primeiro estágio, até a perda de pedaços do dente, em fase mais grave. A fluorose também pode causar dor e facilitar o desenvolvimento de cáries.
Por isso, é importante saber: o bom mesmo é não abusar, e ficar atento também à quantidade de flúor presente na água de beber fornecida pela rede de abastecimento e em muitos dos alimentos ingeridos em grande quantidades diárias pelas crianças, como cereais, leite, água mineral, refrigerantes, iogurtes
O alerta aos pais e responsáveis por crianças vêm dos odontopediatras, através de publicações, cartilhas, palestras e campanhas comunitárias como a que está sendo realizada neste final de semana em Londrina. Segundo eles, o consumo excessivo de flúor vem de várias fontes, mas a principal é a somatória resultante do consumo de água fluoretada com a ingestão de dentifrício pela criança na hora da escovação, e o excesso de creme na escova - a quantidade deve ser do tamanho de uma ervilha; para crianças menores de três anos, uma gota já basta.
É por isso tudo que os dentistas estão mais cautelosos, hoje, ao receitar dentifrícios com flúor. ''É preciso fazer um monitoramento individual destes pequenos pacientes'', indicam, ressaltando, no entanto, os inúmeros benefícios desse mineral - o flúor, em contato com o esmalte do dente, torna-o mais mineralizado e, portanto, mais forte e saudável.

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