A nova invenção brasileira é a bioenergopatia. ‘‘É o tratamento das disfunções das energias biológicas que pode ser usado tanto para estética como para a saúde’’, diz professor Geraldo Medeiros Júnior, que estuda energias há quase 20 anos e é o fundador do Instituto Medeiros de Pesquisas Conscienciais (IMPC) em São Paulo, onde desenvolve seus estudos. Ele também leciona no curso livre de Bioenergologia, no Instituto Biológico de São Paulo e na Universidade São Luís de Jaboticabal. No final de outubro, Medeiros e sua equipe vão apresentar este novo tratamento na Academia Internacional de Profissionais da Saúde, em Nova York (EUA).
Medeiros começou a estudar energias por causa da morte de seu pai, vítima de câncer. ‘‘Não me conformava que as pessoas eram apenas músculos e ossos, tinha algo a mais, e comecei a estudar o assunto’’, explica o professor, que é autodidata. ‘‘Não sou médico, mas a partir de buscas próprias comecei a estudar a bionergia (energias vitais ou letais)’’, argumenta.
Mechas de cabelos Durante seus estudos, Medeiros descobriu que fotografando mechas de cabelos poderia ver a energia humana e assim foi aprendendo com elas. ‘‘É um exame muito interessante chamado luminescência (emissão de luz por uma substância, provocada por qualquer processo que não seja o aquecimento), com o qual conseguimos captar a energia emanada pelos cabelos’’, conta o professor, que faz questão de reafirmar que este é um trabalho genuinamente brasileiro.
Conforme a cor da energia ‘‘fotografada’’, o terapeuta tem condições de avisar o paciente que ele pode a vir desenvolver algum problema de saúde ou de estresse. ‘‘A coloração azulada mostra uma energia boa, que a pessoa tem saúde; quando muda para avermelhada, pode ser um aviso que uma doença está chegando, assim vamos detectando as disfunções energéticas do indivíduo. Às vezes, a coloração avermelhada pode ser provocada também por um estado emocional alterado’’, afirma. O professor frisa que este trabalho não tem nada a ver com misticismo, esoterismo ou filosofia. ‘‘É um trabalho científico’’, rebate.
O método para se fotografar as energias se chama bioenergografia e é bem curioso. ‘‘Pegamos uma mecha de cabelos, cortamos, limpamos muito bem para tirar qualquer resíduo químico, a colocamos em imersão em uma solução transdutora; então a depositamos em uma máquina (batizada de bioenergográfica) durante 24 horas, para que a energia seja captada por filme fotográfico’’.
Quem tem um cabelo maravilhoso pode estar com as energias fracas, sem harmonia, à beira de um estresse. ‘‘Isso não tem nada a ver porque as energias vão para o corpo inteiro’’. Para harmonizar estas energias, durante o tratamento, o terapeuta receita água energizada, que deve ser bebida. ‘‘Pode ter até 120 volts, é como se tivesse tomando energia’’, compara.
Também são aplicadas pomadas à base de água e indicados banhos de sal marinho com bicarbonato de sódio. ‘‘Esta combinação corrige as disfunções energéticas’’.
Eterna juventude Além de diagnosticar futuros males, usando a bioenergopatia, pode-se eliminar manchas de pele e retardar o envelhecimento do rosto. ‘‘Para isso usamos um tipo de pomada, à base de água, junto com uma máscara que promove uma vitalização das células’’. O professor explica que a pessoa deve usar estes produtos para harmonizar as energias 15 minutos por dia. ‘‘Como a pomada irradia energia pelo rosto, o máximo que pode acontecer é a pessoa ter a sensação de pontadinhas no rosto, mas ela não provoca nenhum tipo de choque’’.
Apesar de não ser médico, o trabalho de Medeiros está sendo bem aceito por essa classe. ‘‘Em 1998, apresentei uma tese da bioenergopatia no Conselho Regional de Medicina e a recepção foi muito interessante, até fizeram um documento dizendo que isso deveria ser estudado a fundo. ‘‘Aliás, este novo tratamento já foi apresentado para o FHC, e está arquivado na Presidência da República.
‘‘Pedimos um apoio à Presidência e à ONU para a realização do Projeto IMPC Vida, que visa tratar com a bioenergopatia 10 mil pacientes de câncer e Aids terminais carentes, por enquanto estão avaliando’’, revela. O professor acredita que nesses casos, nos quais a medicina esgotou todos os recursos, organizando-se as energias do paciente, remodelando as energias de seu corpo, pode haver uma melhora na qualidade de vida. Por enquanto, por ser um tratamento novo, apenas 250 pessoas estão sendo submetidas a ele, a maioria delas em fase terminal.
O professor explica ainda que existe na atmosfera da Terra uma energia pouco estudada, a urgônica. ‘‘Ela pode ser captada para energizar a água. Conseguimos direcioná-la por meio de uma manta forrada por matéria orgânica, que utilizamos nestes casos terminais’’, acrescenta.

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