Eleita em 2005 como a estampa da hora por um grupo de estilistas brasileiros, a chita, quem diria, ganhou status de ícone nacional na badalada exposição ‘‘A Chita na Moda’’, que resultou em produções chiquérrimas.
  Desde sempre um pano de quinta categoria – usado em forros de colchões e trajes de festas juninas – esse algodão ralo, de trama rudimentar e estampas vibrantes conquistou os fashionistas.
  Suas flores, de traços ingênuos e cores fortes, livraram a chita de um passado simplório para abastecer as araras de grifes famosas em peças que chegam a custar R$ 500. Pela bagatela de R$ 4 o metro, o tecido entrou também no glamouroso mundo de acessórios e revestimentos de móveis assinados.
  Na contramão dessa badalação recente, a artista plástica londrinense Juliana Miranda revela que a chita foi uma paixão em sua vida. De sua infância mineira ao cotidiano doméstico em Londrina, o algodão rústico sempre esteve presente. Em almofadas, colchas, capas e xales de sofá, as flores gigantes vestem a casa de Juliana.
  ‘‘As pessoas tinham preconceito, mas eu sempre tive um caso de amor com esse pano florido’’, admite ela que, afinal, pegou uma carona no modismo e transformou essa paixão em Nana Miranda, uma grife de bijuterias que já está conquistando estrangeiros – parte de sua produção está indo para a Inglaterra.
  Juliana impermeabiliza a chita, recorta, cola e faz belas composições da estampa em colares, broches, pulseiras e amarrinhos de cabelo, a preços que variam de R$ 20 a R$ 60. (Fone (43) 9945-6522).

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