É uma das consequências mais graves da chamada síndrome do ovário policístico. A doença pode atingir mulheres em qualquer idade. Isso ocorre principalmente porque a mulher fica muito tempo exposta às ações do estrogênio (hormônio sexual feminino) e não produz ou tem falhas na produção da progesterona, hormônio da reprodução.
‘‘Na síndrome do ovário policístico, a mulher geralmente não menstrua ou tem menstruações muito irregulares’’, diz Jorge Souen, professor associado da clínica ginecológica da Faculdade de Medicina da USP (Universidade de São Paulo) e ginecologista e mastologista dos hospitais Albert Einstein e Sírio Libanês.
A doença é provocada por alterações hormonais que ocorrem por conta de um defeito genético da mulher, segundo Souen. A medicina não sabe explicar o porquê de a mulher nascer com esse defeito.
O que se sabe é que as portadoras da síndrome têm uma taxa de LH (hormônio luteinizante, responsável pela ruptura do folículo que carrega o óvulo) menor que o de FSH, cuja responsabilidade é amadurecer o óvulo. Dessa forma, o folículo se desenvolve como cisto, pois não é rompido.
O distúrbio altera ainda as produções do estrogênio, progesterona e testosterona (hormônio masculino). Souen diz que, como não há menstruação – já que o óvulo não é liberado –, a progesterona é ausente, com uma prevalência dos demais hormônios.
A presença em níveis mais elevados que o normal de testosterona – que, na mulher, é produzido em pouca quantidade pelos ovários – acarreta pêlos no rosto, espinhas, obesidade, somadas às irregularidades na menstruação. ‘‘Não basta o ultrassom para diagnosticar a síndrome. É necessária a presença desses sintomas’’, salienta o médico.
O tratamento da doença possui três objetivos: regularizar o ciclo menstrual, tratar da esterilidade e diminuir a quantidade de hormônios masculinos por meio de medicamentos. Não há como prevenir a doença. A melhor forma de tratá-la é o diagnóstico precoce.

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