Na hora de comprar as passagens e arrumar as malas para viajar, raramente passa pela cabeça do candidato a turista algo além de descanso, diversão e compras. A possibilidade de fraturar uma perna, sofrer uma terrível dor de dente ou ter uma crise de hemorróidas devido à mudança alimentar, é completamente descartada.
Entretanto, isso é mais comum do que muitos pensam. Mesmo gozando de boa saúde antes de fazer o check-in no aeroporto, qualquer pessoa está sujeita a enfrentar um problema de saúde simples ou grave, no Brasil ou no exterior. Porém, se for em outro país a situação se complica muito porque o sistema de saúde público e privado lá fora é bem diferente. Mas ninguém que esteja planejando viajar precisa ficar apavorado. Para resolver esse possível inconveniente, existe uma solução simples: o seguro-viagem.
Esse benefício, que custa menos que a entrada de um musical na Broadway, em Nova York, é oferecido pelas agências de turismo. ''O seguro-viagem é a garantia de férias tranquilas'', afirma Hélio Shibukawa, diretor da agência Tapete Mágico. Segundo ele, ninguém está isento de torcer o pé ou ter uma crise de apendicite durante uma viagem ao exterior. ''A exemplo do que acontece com os planos de saúde no Brasil, o seguro-viagem garante assistência médica e odontológica em qualquer país onde se encontra o turista'', acrescenta Hélio.
Apesar de oferecer segurança e tranquilidade, esse benefício ainda é pouco usado pelos brasileiros. Segundo dados da Embratur, de cada dez viajantes, cerca de seis deixam o País sem os cartões oferecidos pelas agências. ''As pessoas acham que as coisas só acontecem com os outros. E como não é obrigatório, o turista prefere economizar esse dinheiro para gastar com outras coisas lá fora'', observa Hélio. Uma economia que pode sair muito cara.
Falecimento A agente de viagens Luciana Jorge Rodrigues, da Terra Nova, lembra o caso de um passageiro que viajou para os Estados Unidos sem o seguro-viagem. ''Ele sofreu um corte na testa e precisou levar três pontos. Aqui no Brasil, ele não gastaria mais que R$ 500,00, mas nos Estados Unidos teve que desembolsar US$ 1.500'', exemplifica.
As agências de turismo oferecem vários tipos de seguro-viagem, que são ofertados por companhias como Assist-Card, World Plus, Top-Card, Isis, Life, entre outras. Cada uma dispõe de coberturas e preços diferentes. Portanto, o ideal é que o turista converse com seu agente de viagem para que ele possa explicar como funciona cada seguro, o que cobre, como é o reembolso e quanto é o valor total da cobertura.
Estar bem informado sobre seus direitos é importante porque no exterior, caso precise do serviço, não será atendido em português, mas em inglês ou espanhol. Esse tipo de seguro não cobre apenas os casos de doenças, mas também a repatriação do corpo em caso de morte. Luciana Rodrigues cita o caso de um passageiro que faleceu na ãndia e o seguro cobriu o translado do corpo. ''Caso ele não tivesse seguro-viagem, a família teria que arcar com as despesas, o que é muito oneroso'', observa.n

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