Fenit apresenta a primavera-verão 97/98
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quinta-feira, 03 de julho de 1997
Rosângela Vale Enviada Especial 
Fotos: DivulgaçãoAssimetria e alça de metal: em altaA 46ª edição da Feira Internacional da Indústria Têxtil (Fenit), que aconteceu semana passada em São Paulo, teve números mais do que satisfatórios. Segundo estimativas da Associação Brasileira do Vestuário (Abravest), a feira movimentou cerca de R$ 5 bilhões, o equivalente a dois meses e meio de produção. Mais de 70 mil pessoas visitaram o centro de convenções do Parque Anhembi que, além de abrigar os 650 expositores da Fenit, também foi palco para as novidades da 32ª Fenatec, que contou com 380 expositores e mostrou os lançamentos de tecidos para o alto-verão.
Globalização foi a tônica das duas feiras este ano, que contou com a participação de Portugal, EUA, China, Itália, México, Alemanha, Hong Kong, Uruguai, França, Bolívia, Espanha, Índia, Tailândia e Argentina, que dividiam espaço com os estandes nacionais. A expectativa em relação à comercialização dos produtos e à conquista de parcerias era dominante. Muito mais do que um evento que lança tendências, a Fenit é um espaço onde se fecham negócios. E essa edição promete ser apenas uma mostra do potencial mundial da feira, que já é a maior da América Latina.
Em termos de lançamentos de moda, a tarefa fica a cargo do Morumbi Fashion, que acontece este mês em São Paulo, apresentando as novas coleções das principais grifes brasileiras. Mas a Fenit já deu algumas pistas sobre as novidades da próxima temporada primavera-verão. Um novo conceito começa a despontar: é a chamada moda inteligente, uma tendência em vertiginoso crescimento em todo o mundo, e que só agora está sendo incorporada pela indústria brasileira.
Bordados em devoré em tom bege: tendência
Trata-se de pesquisa e desenvolvimento de tecidos multifuncionais, que podem ser usados ao mesmo tempo em produtos tão diferentes quanto uma bota, um maiô, um vestido ou uma peça de lingerie. As diversas aplicações vão ser determinadas pelo peso e pelo acabamento do tecido. A nova tecnologia - que inclui o aprimoramento cada vez maior de microfibras e a composição do elastano com outras fibras -, vai de encontro às necessidades do consumidor deste final de século, cada vez mais exigente no que se refere a roupas práticas e confortáveis, que não amassam e não oferecem resistência à evaporação do suor.


