Elas já fo­ram si­nô­ni­mo de ab­so­lu­to gla­mour an­tes de ga­nhar as ­ruas em imi­ta­ções. O pre­ço aces­sí­vel, no en­tan­to, não é si­nal de fal­ta de es­ti­lo ou de me­nos bom gos­to. Ver­da­dei­ras ou fal­sas, as pé­ro­las caí­ram no gos­to dos aman­tes da mo­da. Se­ja pa­ra even­tos que pe­dem um ­look ­mais so­fis­ti­ca­do, se­ja pa­ra o dia, um co­lar de pé­ro­las é ca­paz de trans­for­mar o vi­sual bá­si­co em um fi­gu­ri­no com mui­to es­ti­lo. Que o di­ga a es­ti­lis­ta Ka­ri­na Ku­lig.
  A cu­ri­ti­ba­na sem­pre foi apai­xo­na­da por pé­ro­las, pe­lo que ­elas re­pre­sen­tam na his­tó­ria da mo­da, mas, des­de 2008, trans­for­mou as pe­ças em ob­je­tos de es­tu­do e de de­se­jo pa­ra as ­suas clien­tes. Em ou­tu­bro do ano pas­sa­do, em uma via­gem de pes­qui­sa que fez a Pa­ris, já ti­nha vis­to os es­ti­lis­tas usa­rem pé­ro­las em cria­ções di­ver­sas. De vol­ta ao Bra­sil, ela de­ci­diu uti­li­zar a ma­té­ria-pri­ma na sua no­va co­le­ção. Aces­só­rios e rou­pas ga­nha­ram o bri­lho da pe­ça. ‘‘Nas rou­pas, o bor­da­do é dis­cre­to, apli­ca­do co­mo se fi­zes­se par­te do ­tecido’’, ex­pli­ca. ‘‘Já nos aces­só­rios é pos­sí­vel ­ousar’’.
  Ela re­co­men­da co­la­res gran­des, que po­dem ser usa­dos com flo­res ou com­pos­tos com ou­tras pe­dra­rias, pa­ra ­usar com rou­pas ­mais dis­cre­tas. ‘‘Nes­se ca­so, o aces­só­rio é o ­charme’’, sa­lien­ta. Até nos co­la­res me­no­res, as pé­ro­las apa­re­cem la­do a la­do com pe­dra­rias bra­si­lei­ras ou cris­tais. O inu­si­ta­do é que ao ­criar es­sas pe­ças, Ka­ri­na di­vi­diu o co­lar em ­dois, pa­ra ter a van­ta­gem de ser uti­li­za­do jun­to ou se­pa­ra­do das pé­ro­las. No dia a dia, com um pou­co de cria­ti­vi­da­de tam­bém é pos­sí­vel fa­zer be­las com­po­si­ções. Tu­do pa­ra ­sair da to­ca – ou da os­tra – com es­ti­lo.

Ver­da­dei­ras ou fal­sas?
  Pa­ra a ­stylist pau­lis­ta Ma­nu Car­va­lho, ‘‘­quem ­quer ­usar pé­ro­las to­do dia, de­ve mes­mo pre­fe­rir as fal­sas, já que é di­fí­cil per­ce­ber a di­fe­ren­ça em re­la­ção às ori­gi­nais, que da­ni­fi­cam fa­cil­men­te. Es­tas pre­ci­sam de luz e ar e, se aba­fa­das em ga­ve­tas, co­fres ou por­ta-­joias, per­dem o bri­lho, a cor, des­cas­cam e ‘‘­morrem’’.
  Mis­tu­rar as ver­da­dei­ras com imi­ta­ções foi uma ou­sa­dia lan­ça­da por Co­co Cha­nel no sé­cu­lo pas­sa­do, que ain­da ho­je é re­fe­rên­cia quan­do se tra­ta de pé­ro­las.
  Pa­ra ­quem ­quer in­ves­tir no aces­só­rio, um aler­ta da con­sul­to­ra Glo­ria Ka­lil: ‘‘Os co­la­res ­mais tí­mi­dos, pró­xi­mos ao pes­co­ço, en­ve­lhe­cem. Dê pre­fe­rên­cia aos lon­gos, com mui­tas vol­tas, se­jam ­elas na­tu­rais ou ­não’’.


Pérolas na Casa Branca: na primeira foto oficial, Michelle Obama de pretinho básico e colar de duas voltas que exibiu em várias ocasiões na campanha presidencial. Há quem jure que as pérolas são falsas, o que não desvaloriza o look, muito pelo contrário

Além de roupas, Karina Kulig assina uma linha de acessórios. Para a nova coleção elegeu as pérolas como matéria-prima, num mix de cristais, pedras brasileiras e flores de tecido. Versáteis, os colares podem ser destacados e transformados em duas peças distintas

mockup