Feminilidade nos movimentos
Nos últimos quatro anos, Givanete Tonin tem enfrentado semanalmente a estrada entre Londrina e Rolândia, onde mora, para as aulas de dança do ventre. Tamanha dedicação acabou transformando a aluna avançada em mestre para iniciantes. ''Já tenho 14 alunas'', conta Givanete, que já tinha interesses profissionais quando se inscreveu no curso.
Para a atriz Regiane Coleraus, a procura inicial era por novas possibilidades corporais. Cinco anos depois e encantada com as danças árabes, Regiane agora se aventura na pesquisa pelas danças tribais e quer se profissionalizar e seguir o exemplo da professora Renata Lobo na participação de festivais. Já Patrícia Pinhati e Daise Araújo curtem mesmo a feminilidade dos movimentos da dança do ventre e não pensam em seguir carreira. Mesmo assim, se dedicam muito para os espetáculos de final de ano promovidos pela escola e algumas apresentações extra-curriculares.
Durante as aulas não é preciso usar o figurino típico completo. Calça bailarina e tops são as escolhas preferidas das alunas. De acordo com Renata Lobo, as mulheres que chegam à escola são sempre muito decididas. ''De 10 que vêm conhecer, oito ficam'', avisa. (Karla Matida)





