Uma pesquisa realizada recentemente pela Faculdade de Medicina da Universidade da Pensilvânia, nos Estados Unidos (EUA), apontou que 87% das mulheres que se submetem a algum tipo de cirurgia estética sentem-se mais felizes após a realização do procedimento. O levantamento, feito apenas com o público feminino, mostrou que a grande maioria se tornou mais confiante e segura no ambiente de trabalho e na vida social.
É o caso da comerciante Adriana Casanova, de Londrina. Há seis anos, se submeteu a uma cirurgia bariátrica e, de lá para cá, perdeu 40 quilos. Depois disso, fez também uma lipoaspiração abdominal e recentemente á- há apenas dois meses - um lifting na região dos olhos. ''Fiz a cirurgia bariátrica por uma questão de saúde. Depois quis tirar as 'sobras' de gordura na barriga e na região dos olhos'', conta Adriana, adiantando que ainda pretende colocar prótese de silicone nos seios.
Ela afirma que os resultados superaram as suas expectativas e que hoje se sente ótima. ''A minha autoestima aumentou muito. Fiquei mais segura e confiante'', declara ela, ressaltando que concorda com o resultado da pesquisa. ''Com certeza as pessoas ficam mais felizes. A partir do momento que passei a me sentir melhor comigo mesma, comecei a ajudar as pessoas que hoje sofrem com os problemas que tive. Tento ajudá-las a buscar uma saída'', relata a comerciante.
Adriana ressalta que tem uma vida social ativa. ''Vou para bares e jantares com os amigos. Hoje me sinto bem para usar determinadas roupas e estimulada para me arrumar'', diz. A sua rotina profissional também é bastante agitada. ''Lido diretamente com pessoas, pois sou proprietária de uma loja. Esbanjar uma boa imagem ajuda muito nesse aspecto'', cita.
Ela pondera, no entanto, que é importante sempre refletir antes de se submeter a qualquer procedimento. ''É fundamental escolher bem o profissional, encontrando um médico que te passe bastante segurança e tenha boas referências'', destaca. Uma das principais recomendações é que o profissional seja membro da Sociedade Brasileira de Cirurugia Plástica (SBCP).
'Elas sabem o que querem'
De acordo com o cirurgião plástico Walter Zamarian Junior, membro da Sociedade Brasileira e Americana de Cirurgia Plástica, a pesquisa da Universidade da Pensilvânia (EUA) - que aponta que 87% das mulheres que se submetem a algum tipo de cirurgia estética sentem-se mais felizes - tem lógica. ''Na minha opinião, o índice é até maior, podendo chegar a 95%. As pacientes ficam realmente mais confiantes e melhoram a relação que têm no trabalho, na família e consigo mesmas. Já teve casos de mulheres que tomavam antidepressivos e após a cirurgia abandonaram a medicação'', salienta.
Segundo ele, a maioria das pacientes já chega no consultório sabendo exatamente o que quer fazer. ''Procuro verificar se a queixa condiz com a realidade. Converso bastante com elas e realizo exames físicos. Depois disso, sou sincero e digo se é - ou não - necessário realizar a intervenção desejada'', explica.
Na opinião do médico, é importante recorrer a uma cirurgia plástica para reparar algo que causa grande incômodo e atrapalha a vida social e profissional da pessoa. Além de casos que são indicações médicas. ''O indivíduo deve buscar suprir as suas expectativas e não a dos outros'', alerta.
Entre as cirurgias mais procuradas, ele destaca a lipoaspiração, a colocação de prótese de silicone nas mamas e as intervenções na face, especialmente no nariz.
Zamarian Junior afirma que as pacientes buscam a cirurgia estética por diversos motivos. ''Muitas querem se sentir mais atraentes ou após uma separação querem tomar outro rumo na vida e passar por uma grande mudança'', conta, destacando que também é comum algumas mães recorrerem à cirurgia para reparar o corpo após as gestações e idosas procurarem o procedimento para melhorar a aparência e rejuvenecer. ''Atendo mulheres de mais de 80 anos'', revela.


Imagem ilustrativa da imagem Felicidade na base do bisturi
| Foto: César Augusto
A comerciante Adriana Casanova fez cirurgia bariátrica, lipoaspiração abdominal eá lifting na região dos olhos. ''Fiquei mais segura e confiante''
Imagem ilustrativa da imagem Felicidade na base do bisturi
Walter Zamarian Junior, cirurgião plástico: ''Já houve casos de mulheres que tomavam antidepressivos e após a cirurgia abandonaram a medicação''