Só uma pequena minoria das mães abre o jogo e avisa ''quero ganhar isso ou aquilo''. A maioria mesmo fica naquela ''não precisa nada não, filhinho'', para desespero geral de quem quer presentear e não sabe como. Para os alunos de primeira a sexta série da St James School, além de escolher uma, entre tantas opções, também sobrou a tarefa de produzir com as próprias mãos o presente para o Dia das Mães. As crianças também tiveram que resolver tudo com pouquíssimos recursos.
Inspirados com as aulas de empreendedorismo que começaram a receber este ano, os alunos colocaram as mãos na massa para a produção de lembrancinhas caprichadas. No domingo, vai ter muita mamãe orgulhosa ao receber sachês de sabonete, porta-batons de fuxico, porta-retratos entre outros mimos artesanais feitos pelos próprios pimpolhos.
A escola londrinense, que também é bilíngue, é uma das quatro no mundo todo e a primeira no Brasil a oferecer aulas de empreendedorismo na grade curricular. ''A escola não serve apenas para adquirir conhecimento, mas também para ter vivência de valores'', explica Márcia Kobayashi, diretora da St. James.
De acordo com a diretora, empreendedorismo não é so ganhar dinheiro e ficar rico. Na realidade, engloba disciplina, ética, moral e trabalho em equipe. Por isso mesmo, a primeira aula, no início do ano letivo, teve como tema o jogador de futebol Ronaldinho. ''Ele é um exemplo de pessoa que fez seus sonhos acontecerem'', ensina Márcia. ''Os jovens precisam de sonhos e precisam fazer acontecer'', completa.
O segundo tema foi o Menino Maluquinho, personagem do cartunista Ziraldo. ''Tanto os nossos alunos como o Maluquinho tinham um desafio pela frente, encontrar um presente original e barato para o Dia das Mães'', explica a diretora. Com noções de espírito de solidariedade e democracia, cada série chegou, depois de muitas opções, a uma sugestão de presente. ''Os alunos avaliaram os prós e contras de cada sugestão'', lembra a diretora Márcia. Cada uma das turmas só teria uma ajuda de custo da escola de R$ 10. O restante dos materiais os alunos é que tiveram que correr atrás, mas sem grandes gastos.
Para a quarta série, coube a tarefa de dar os nós e costurar o fuxico (tipo de flor de tecido) para a confecção do porta-batom para a mamãe. Para quem nunca tinha segurado uma agulha ou sequer pensado em costurar, a turminha se saiu muito bem. Teve uma ajuda inicial da avó de uma das coleguinhas e muita paciência até o resultado final. ''É cansativo, mas vale a pena'', diziam em coro, mas sem largar o tecido e a agulha. n

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