Eles têm foco, determinação e muita disposição para ajudar o próximo. Enquanto muitos insistem em afirmar que a juventude está perdida, jovens voluntários arregaçam as mangas e não poupam energia para fazer o bem. As irmãs e estudantes de direito, Laura e Glória Pedalino, de 23 e 21 anos, respectivamente, são assim. Integrantes da Associação Mãos Estendidas (AME), que trabalha com crianças e adolescentes do Conjunto Novo Amparo, em Londrina, desde que a entidade foi criada, há 10 anos, elas já passaram por várias funções dentro do local. "Hoje nós temos participado mais da parte administrativa, mas já demos aula de culinária, de etiqueta e de assuntos diversos", conta Glória. "Uma vez fomos fazer uma aula sobre o Japão e eu até me vesti de japonesa", relembra Laura, aos risos.

Além das lembranças divertidas, as irmãs colecionam aprendizados. "Meu pai sempre diz que ele teve uma vida com boas condições e que se doar é uma forma de retribuir para a sociedade as oportunidades que ele teve. Nós também pensamos assim", explica Laura. "Quando nós chegamos aqui no bairro um padre nos apresentou para a comunidade e nos disse: 'vocês vão ganhar muito mais do que vão dar', e essa é uma verdade muito grande", complementa Laura. "Nós saímos daqui muito mais felizes do que quando chegamos", acrescenta Glória.

Segundo as irmãs, a experiência de ajudar os outros muda a pessoa por completo. "Muda tudo, pois você sempre vai pensar em ajudar o próximo, seja aqui, na faculdade ou no trabalho", relata Glória. A mesma opinião é dividida pela gerente administrativa Bruna de Moura, de 25 anos, que a cada 15 dias vira a "Dra. Lili" do grupo SOS Alegria, que visita asilos para fazer atividades lúdicas com idosos. "Você passa a olhar para o próximo e tratar bem sem esperar nada em troca e percebe que isso é muito valioso."

Valorizar o que se tem também passa a fazer parte da rotina dos jovens voluntários, conforme Bruna. "Minha mãe tem 68 anos e eu já conheci pessoas mais novas que estão muito mais debilitadas do que ela. Por isso, sempre que saio de uma visita, chego em casa e agradeço por tudo o que tenho", revela. O estudante de engenharia ambiental Victor Silva Gomes de Sá, de 21 anos, é voluntário da ONG Viver e também aprende muito com essa experiência. "A gente vê que a vida não é tão difícil quanto a gente pensa", diz. De acordo com ele, a força das crianças e adolescentes portadores de câncer é uma verdadeira fonte de inspiração. "Às vezes a gente reclama sem ter motivo e eles estão sempre com um sorriso no rosto", observa.

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| Foto: Fotos: César Augusto e Lis Sayuri
"Às vezes a gente reclama sem ter motivo e eles estão sempre com um sorriso no rosto", diz o estudante universitário Victor Gomes de Sá, de 21 anos, voluntário da ONG Viver
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As irmãs Laura e Glória Pedalino, da AME: "Nosso plano é criar uma diretoria jovem para a associação. Acho que vai ser uma grande realização se conseguirmos"
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Bruna de Moura, de 25 anos, se prepara para se transformar na "Dra. Lili", integrante do SOS Alegria, grupo que leva carinho e diversão aos asilos de Londrina
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